O tubaronense Robson Roussenq Motta Filho será um dos representantes do Brasil no Campeonato Mundial de Warzone, que contará com finais presenciais em Londres e uma premiação total de US$ 600 mil.
Aos 20 anos, o profissional de e-sport conseguiu uma das vagas para o torneio do Call of Duty: World Series of Warzone 2, jogo gratuito que mistura elementos de exploração, sobrevivência e procura de equipamentos e de armas, até que o último jogador ou equipe sobreviva.
“Será uma experiência única e diferente. Faço parte de um trio com outros dois jogadores, um do Paraná e outro do Rio de Janeiro. Já participei de outros campeonatos, em Goiânia (GO) e São Paulo (SP), mas esse será o primeiro fora do país”, explica Robson ou Reaper (ceifador, em inglês), nome usado por ele durante os jogos.
A paixão pelos jogos eletrônicos teve início ainda na infância. “O interesse veio quando ganhei o primeiro videogame dos meus pais. Depois, passei a jogar em campeonatos amadores até que, em 2020, participei do primeiro profissionalmente”, conta.
Desta vez, a participação em um campeonato mundial vem sendo marcada pela emoção. O trio do qual Robson faz parte ficou em terceiro lugar nas qualificatórias e somente os dois melhores pontuados no Brasil seguem para a grande final em Londres. Em agosto, o até então segundo lugar no país foi desclassificado e a equipe do tubaronense subiu um posto.
A grande final acontece em 16 de setembro. Três dias antes, Robson viaja para a Inglaterra com tudo pago pela empresa que promove o evento. “Ao todo, serão cinco partidas, e com premiações diferentes, para os trios ou para os melhores individualmente. São 50 equipes de todo o mundo participando”, ressalta.
Robson conta que, com o destaque que vem ganhando no e-sport, pretende focar na carreira e seguir competindo profissionalmente. Por enquanto, ele não conta com patrocínios, mas busca parcerias para que, em breve, consiga participar de outros campeonatos importantes.