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Tradição transforma homem no Noel

23/12/2022 06:00

Daiane Fernandes

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A tradicional roupa vermelha, uma ajeitada na longa barba branca e um sorriso no rosto. Em poucos minutos Inocêncio João Medeiros, de 61 anos, se transforma no Papai Noel. Conhecido como uma das figuras mais esperadas por crianças e também por adultos, o Bom Velhinho encanta por onde passa.


Há oito anos, Inocêncio dá vida ao Papai Noel, em Orleans. E tudo começou por acaso, quando ele passou a se vestir de roupas vermelhas nas festas de família. “Era uma tradição nossa. Aos poucos, compramos roupas melhores e uma máscara para poder me transformar no personagem”, lembra.


Com o passar do tempo, o orleanense começou a “tomar gosto” por ser o Papai Noel. “Se era para fazer, então, resolvi fazer direito. Como minha barba já era branca, resolvi deixar crescer ao longo do ano. E assim foi. Aos poucos, o que era apenas uma tradição de família, foi rendendo convites para ir em escolas, Apae e outros eventos”, comenta.


Para Inocêncio, ser o Papai Noel no fim do ano é uma diversão. “Nos demais meses sou o Inocêncio, o motorista. Em dezembro, o Bom Velhinho. É um momento que não sei nem descrever. A cada olhar que chega até mim é uma felicidade diferente. Não há como colocar em palavras”, afirma.


Em suas vivências como o Papai Noel, o orleanense afirma que já ouviu dezenas de histórias e pedidos. “Tento não absorver. Mas chegam pedidos de crianças, por exemplo, que desejam que um familiar melhore de saúde. Ou, até mesmo, daqueles que pedem itens que conseguimos ver que os pais não têm condições. Tento contornar, falo sobre a importância da presença e que presentes são legais, desde que comprados com carinho”, complementa.


“Que todas as pessoas tenham mais fé e amor”

Para este Natal, Inocêncio também gostaria de fazer um pedido. “Que todas as pessoas tenham mais fé e amor. Que as famílias possam se unir mais. Este é o espírito dessa época do ano”, pede.


Inocêncio diz ainda que a fraternidade é algo primordial. “Que haja mais presença e menos presentes. Não que eles não façam parte desta época. Mas que as pessoas possam estar mais unidas e com amor”, complementa o Papai Noel de Orleans.


Ele conta ainda que um exemplo disso é uma das histórias que teve com uma criança há dois anos. “O menino chegou para mim e disse que seu pedido era que o avô, que morava fora do país, melhorasse de uma enfermidade. No ano seguinte, a mesma criança esteve comigo e contou que o avô tinha melhorado. Ela teve fé e acreditou. Atribuiu o feito ao pedido realizado ao Papai Noel. Coisa de criança. Porém, acredito que tudo aconteceu pela fé. Claro, e amor que esse neto tinha. Tudo vale a pena quando cremos com o coração. Que assim seja o Natal de todas as pessoas”, destaca Inocêncio.

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