Entre os municípios menores, Rio Fortuna é destaque em todo o país
O Censo Demográfico de Alfabetização, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que os índices registrados pelos municípios da região estão acima da média nacional. Os dados são da pesquisa feita em 2022 e foram divulgados na última semana pelo órgão.
O principal destaque é Rio Fortuna. Na faixa das cidades brasileiras com até 10 mil habitantes, ela aparece entre as cinco com menores taxas de analfabetismo do Brasil (1,2%), ficando atrás da também catarinense São João do Oeste (0,9%) e da gaúcha Westfália (1,1%). Na região, ela aparece em primeiro lugar no índice de alfabetização, chegando a quase 99% da taxa, referente a pessoas com 15 anos ou mais, como mostra o gráfico ao lado.
Dados nacionais
Dados nacionais mostram que, dos 163 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade, 151,5 milhões sabiam ler e escrever um bilhete simples e 11,4 milhões não sabiam. Assim, a taxa de alfabetização para esse grupo foi de 93,0% em 2022 e a taxa de analfabetismo foi de 7,0%. No Censo 2010, as taxas de alfabetização e analfabetismo eram de 90,4% e 9,6%.
As pessoas de cor ou raça branca e amarela com 15 anos ou mais de idade tiveram as menores taxas de analfabetismo, 4,3% e 2,5%, respectivamente.
Já as pessoas de cor ou raça preta, parda e indígena do mesmo grupo etário tiveram taxas de 10,1%, 8,8% e 16,1%, respectivamente.
Estado e região Sul apresentam bons índices
Entre as unidades da federação, as maiores taxa de alfabetização foram registradas em Santa Catarina, com 97,3%, e no Distrito Federal, com 97,2%, e as menores, em Alagoas, com 82,3%, e no Piauí, com 82,8%.
Segundo a pesquisa, a região Sul continua com a maior taxa de alfabetização, que aumentou de 94,9% em 2010 para 96,6% em 2022. Em seguida, está a da região Sudeste, passando de 94,6% em 2010 para 96,1% em 2022.
A taxa da região Nordeste permaneceu a mais baixa, apesar do aumento de 80,9% em 2010 para 85,8% em 2022. A segunda menor taxa de alfabetização é a da região Norte, cujo indicador seguiu a tendência nacional, aumentando de 88,8% em 2010 para 91,8% em 2022, ficando um pouco mais próxima da Região Centro-Oeste, que passou de 92,8% em 2010 para 94,9% em 2022.
Taxa entre mulheres é maior que a de homens
As pessoas de cor ou raça branca e amarela com 15 anos ou mais de idade tiveram as menores taxas de analfabetismo, 4,3% e 2,5%, respectivamente. Já as pessoas de cor ou raça preta, parda e indígena do mesmo grupo etário tiveram taxas de 10,1%, 8,8% e 16,1%, respectivamente. Ou seja, as taxas de analfabetismo de pretos e pardos são mais que o dobro das dos brancos, e a de indígenas é quase quatro vezes maior, segundo o Censo.
Em 2022, o percentual de mulheres que sabiam ler e escrever era de 93,5%, ante 92,5% dos homens. A vantagem é verificada em todos os grupos etários, exceto entre os de 65 anos ou mais de idade, com 79,9% para homens e 79,6% para as mulheres.
A taxa de alfabetização das pessoas indígenas, incluindo as que se consideram indígenas pelo critério de pertencimento, foi 85,0% em 2022, com alta em todas as grandes regiões e faixas etárias.