Domingo, 10 de maio de 2026
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Situação sobre moradores é discutida

A ideia, conforme o prefeito Beto Kuerten Marcelino, é que sejam levantadas ações para reintegrar estes moradores à sociedade

30/01/2024 06:00|Atualizada em 31/01/2024 16:08|Por Redação

A situação dos moradores de rua em Braço do Norte foi debatida em uma reunião entre os poderes Executivo e Legislativo, Ministério Público, Polícia Militar e entidades representativas.

A ideia, conforme o prefeito Beto Kuerten Marcelino, é que sejam levantadas ações para reintegrar estes moradores à sociedade e que o grupo discuta formas para agir legalmente, reforçando os trabalhos já exercidos. 

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“Foi uma reunião objetiva e esclarecedora e esse assunto precisa ser tratado com seriedade: de um lado, temos a população que se sente intimidada e, de outro, os moradores de rua, que são seres humanos e merecem respeito. Estamos em busca de uma maneira de restaurar a dignidade dessas pessoas e, se e quando possível, ressocializá-los”, comentou.

De acordo com dados do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), responsável pela abordagem das pessoas com situação de rua, do início de janeiro até o dia 25, foram realizados 41 atendimentos, sendo que, neste momento, cerca de 26 pessoas vivem em situação de rua em Braço do Norte.

Ainda segundo a secretaria de Assistência Social, o Creas mantém um cadastro com os dados de cada morador. Além disso, em cada abordagem, são oferecidos alimentos e vestuários, além de encaminhamento ao Sine para a busca de empregos. Porém, na maioria dos casos, não há interesse dos indivíduos.

Assim como a Assistência Social, a Polícia Militar também faz abordagens periódicas, onde são levantadas as fichas criminais e, em caso de mandado de prisão em aberto, os indivíduos são recolhidos ao presídio.

O prefeito lembra que o poder público não tem amparo legal para retirar as pessoas de locais públicos. Além disso, com o auxílio do Judiciário e do Ministério Público, o município, através da secretaria de Saúde, já realizou internações compulsórias para desintoxicação, porém, é necessário que o interno queira realizar a reabilitação, o que, muitas vezes, não ocorre.

“Eu agradeço a cada um que se disponibilizou. Nós estamos buscando um entendimento para que possamos fazer o melhor para toda a sociedade. É muito importante que se algum cidadão for ameaçado procure a polícia e faça boletim de ocorrência e que não contribua nos faróis, pois isso estimula a desistência da busca de empregos”, completa Beto.

A secretária de Assistência Social, Gisely Heidmann Perin Meurer, enfatiza que o município buscará fazer parcerias com entidades e formar grupos de apoio às pessoas em situação de rua, com o intuito de fortalecer as ações já realizadas, como a busca por condições dignas de vida.


Ações

Alguns pontos foram levantados no encontro, como a importância que a população não dê esmolas, mas encaminhe à Assistência Social; a intensificação das abordagens do Creas e da Polícia Militar; um programa de apoio em conjunto com a iniciativa privada para estimular as pessoas que saem das internações a se qualificarem e buscarem emprego; a busca por dispositivos legais que inibam a permanência em estabelecimentos com bebidas e ilícitos nas madrugadas; e a criação de um comitê, conforme recomendação da Fecam.

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