O corpo de dom Vito Schlickmann, bispo auxiliar emérito da Arquidiocese de Florianópolis, será sepultado hoje em Antônio Carlos, onde acontecerá a missa de exéquias na igreja matriz. Ele faleceu ontem, aos 94 anos.
Nascido em São Ludgero em 28 de dezembro de 1928, ele foi ordenado presbítero em 28 de novembro de 1954. Foi ordenado bispo em 25 de março de 1995, exercendo a missão de bispo auxiliar de Florianópolis até sua renúncia para tratar da saúde, em 3 de março de 2004.
Como presbítero, foi professor no seminário de Azambuja, em Brusque, de 1954 a 1959; reitor e professor no pré-seminário de Antônio Carlos (Grande Florianópolis), de 1959 a 1970; reitor do seminário e do santuário de Azambuja, de 1970 a 1984; diretor do museu arquidiocesano, em Azambuja, de 1978 a 1984; atuou ainda nas funções de pároco, vigário paroquial e vigário geral da arquidiocese. Essa função foi exercida de 1991 a 2004, tendo desempenhado também durante seu período de episcopado.
Dom Vito também foi presidente do Tribunal Eclesiástico Regional de Santa Catarina, de 1992 a 2002; vigário judicial adjunto do Tribunal Eclesiástico, nos anos de 2003 e 2004; e professor de Direito Canônico no Instituto Teológico de Santa Catarina (Itesc).
Após ter o pedido de renúncia aceito, continuou atuante na ação pastoral e evangelizadora da arquidiocese de Florianópolis, colaborando nas celebrações da crisma e de festas nas paróquias. Dedicou-se ainda mais à sua paixão pelas orquídeas e bromélias, cultivando-as na Associação Padre Augusto Zucco, no bairro Barreiros, em São José. Chegou a ter uma das maiores coleções de bromélias do Brasil.
São Ludgero decreta luto oficial de três dias
O prefeito de São Ludgero, Ibaneis Lembeck, decretou luto oficial por três dias pelo falecimento de dom Vito Schlickmann.
O decreto tem como base a contribuição ao longo do seu sacerdócio para com a evangelização da comunidade católica de São Ludgero, Santa Catarina e o Brasil.
O velório de dom Vito teve início ontem, na igreja paroquial de Santa Cruz, em Barreiros, onde foi o primeiro pároco.
A diocese de Tubarão, o município de Antônio Carlos e a arquidiocese de Florianópolis também emitiram notas de pesar. “Neste momento em que ele volta para o Pai, rezemos pelo seu repouso eterno”, disse a arquidiocese.