Evento reforça prevenção, aponta demora em estudos do rio e relembra 1974
Tubarão recebe hoje, a partir das 8h30, no auditório da Amurel, mais uma edição do seminário que debate as cheias do rio Tubarão.
A data marca os 52 anos da enchente de 1974, uma das maiores tragédias da história do município, e reacende o debate sobre medidas para evitar novos desastres.
Entre os principais pontos está a necessidade de avançar nos estudos técnicos que permitem a execução de obras no rio. O professor Maurício da Silva, da comissão organizadora, destaca a longa espera pela continuidade desses projetos.
“Sem a conclusão dos estudos, não é possível obter licenças ambientais nem avançar para a execução das obras. Estamos há anos cobrando essa continuidade”, afirma.
A redragagem do rio segue como uma das principais propostas para aumentar a capacidade de vazão e reduzir o risco de transbordamentos. Para Maurício, o investimento se justifica diante dos impactos de uma possível nova tragédia.
“A prevenção sempre será mais eficiente, principalmente quando se trata de preservar vidas”, reforça.
O secretário municipal de Proteção e Defesa Civil, Rafael Marques, ressalta que o seminário também tem papel fundamental na conscientização da população e destaca avanços recentes na estrutura de monitoramento.
“Hoje temos uma rede de monitoramento em tempo real muito mais eficiente. Conseguimos acompanhar o nível do rio e a chuva em diferentes pontos da região, o que nos dá mais segurança e capacidade de resposta em situações de risco”, explica.
Segundo ele, além das estações instaladas no município, o estado também ampliou a cobertura com novos pontos de medição próximos à região, fortalecendo o acompanhamento de possíveis cheias.
“Esses dados são fundamentais para agir com antecedência em uma eventual inundação, algo bem diferente do que tínhamos há poucos anos”, completa.
Além disso, o município vem investindo em ações de drenagem urbana, como limpeza de canais e projetos para reduzir alagamentos em áreas mais vulneráveis.
Memória
Durante a enchente de 1974, a Catedral, localizada em um dos pontos mais altos da cidade, tornou-se abrigo para famílias que buscavam proteção. O morro e a praça ao redor viraram refúgio para grande parte da população.
Hoje, os sinos voltarão a tocar como forma de lembrar a tragédia e reforçar a importância da prevenção.