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Região novamente é alvo de operação

28/04/2023 06:00

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Grupo Especial Anticorrupção (Geac) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) cumpriram nessa quinta-feira 18 mandados de prisões preventivas e 65 mandados de busca e apreensão, relativos à Operação Mensageiro. A região novamente foi alvo, com três municípios envolvidos.   


Os mandados de prisão envolvem mais nove prefeitos no Estado, sendo um de Imaruí, Patrick Corrêa (Republicanos). Com isso, já são quatro os prefeitos presos na região desde o início da operação, deflagrada em dezembro. Já tinham sido presos nas fases anteriores Deyvisonn Souza (MDB), de Pescaria Brava; Vicente Corrêa Costa (PL), de Capivari de Baixo; e Joares Ponticelli (PP), prefeito de Tubarão. O vice-prefeito de Tubarão, Caio Tokarski (União Brasil), e o ex-gerente de Gestão, Darlan Mendes, também foram detidos nas primeiras fases da operação.


As novas ordens judiciais expedidas pelo TJSC nesta quarta fase são referentes a três municípios da região: Imaruí, Gravatal e Braço do Norte, além de Presidente Getúlio, Três Barras, Guaramirim, Schroeder, Ibirama, Major Vieira, Corupá, Bela Vista do Toldo, e Massaranduba. Os mandados foram requeridos pelo MPSC após a análise dos depoimentos de testemunhas, dos investigados e das provas coletadas nas primeiras fases da Mensageiro.


Prefeito Clei Rodrigues lamenta notícias falsas

Em virtude da operação realizada nos municípios da região, algumas prefeituras envolvidas na ação se manifestaram. O prefeito Clei Rodrigues (PP), de Gravatal, gravou um vídeo no aeroporto de Brasília e lamentou o que classificou como “fake news”. Alguns veículos de comunicação do Estado chegaram a noticiar que ele teria sido preso na Capital Federal, na quarta fase da operação.


No vídeo, Clei destacou o que já havia sido informado em nota oficial da prefeitura: que de fato houve um mandado de busca e apreensão na prefeitura e que a administração prestará todos os esclarecimentos necessários. Ainda pela nota oficial, a prefeitura informou que “o prefeito Clei Rodrigues encontra-se em viagem oficial em Brasília e não foi citado no referido mandado. E que nenhum servidor público foi conduzido”.


Notas oficiais

A prefeitura de Braço do Norte, por meio de uma nota oficial, informou que houve busca e apreensão de alguns documentos e a condução de um servidor, e “ressalta que o prefeito Beto Kuerten Marcelino e toda a equipe da prefeitura continuam à disposição para prestar todos os esclarecimentos”.

Mesmo não citada na operação, a prefeitura de São Martinho confirmou que um secretário do município foi alvo de mandado de busca e apreensão na manhã dessa quinta-feira. “A presença do Gaeco na cidade serviu apenas para o cumprimento de busca e apreensão de pertences pessoais de um servidor público, que possui empresa e presta serviços terceirizados de consultoria a outros municípios”, destacou o comunicado.


Em todo o Estado, já são 15 prefeitos presos

Com a operação dessa quinta-feira, chegou a 15 o número de prefeitos presos durante a Operação Mensageiro. Além do prefeito de Imaruí, os outros prefeitos que foram detidos nessa quinta-feira são Luiz Carlos Tamanini (MDB), prefeito de Corupá; Adriano Poffo (MDB), de Ibirama; Adilson Lisczkovski (Patriota), de Major Vieira; Armindo Sesar Tassi (MDB), de Massaranduba; Luiz Shimoguri (PSD), de Três Barras; Alfredo Cezar Dreher (Podemos), de Bela Vista do Toldo; e o prefeito de Schroeder, Felipe Voigt (MDB).


O prefeito de Guaramirim, Luís Antônio Chiodini (PP), que também é alvo da operação, não foi localizado pelas equipes do Gaeco porque está fora do país. Os presos na operação foram encaminhados para audiência de custódia em Florianópolis.


Além dos prefeitos da região - Deyvisonn Souza (MDB), de Pescaria Brava; Vicente Corrêa Costa (PL), de Capivari de Baixo; e Joares Ponticelli (PP), de Tubarão -, já tinham sido presos nas fases anteriores Luiz Henrique Saliba (PP), de Papanduva; Marlon Neuber (PL), de Itapoá; Antônio Ceron (PSD), de Lages; e Antônio Rodrigues (PP), de Balneário Barra do Sul.


A Operação Mensageiro apura a suspeita de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo. Ao todo, até agora, já foram cumpridos 196 mandados de busca e apreensão e 40 mandados de prisão preventiva.


Joares, Caio e Darlan se tornam réus pelo TJ

O prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, o vice Caio Tokarski e o ex-gerente de Gestão da prefeitura, Darlan Mendes da Silva, foram considerados oficialmente réus nas ações que envolvem a Operação Mensageiro.


A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina foi aceita por unanimidade pelos três desembargadores da 5ª Câmara Criminal do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) nessa quinta-feira, em Florianópolis.


O prefeito Joares Ponticelli (PP) e o vice-prefeito Caio Tokarski (União) estão presos preventivamente desde o dia 14 de fevereiro. Joares está detido no Presídio Santa Augusta, em Criciúma; e Caio, no Presídio Regional de Itajaí. O ex-gerente de Gestão Darlan Mendes da Silva foi preso no dia 6 de dezembro e está no Presídio Regional de Tubarão.


No fim de março, a defesa de Ponticelli recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em busca de um habeas corpus para que o gestor deixe o Presídio Regional de Criciúma. A defesa do prefeito afirmou que iria recorrer ao STJ e até mesmo ao STF (Supremo Tribunal Federal), caso necessário para provar sua inocência.


Já a defesa de Caio Tokarski afirmou em uma entrevista que as prisões são ilegais por estarem baseadas apenas em delações premiadas, sem provas. “As pessoas estão acusando terceiros por medo de serem presas”, ressaltou.

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