Obras na Estrada da Jabuticabeira, em Jaguaruna, seguem paralisadas
A solução técnica para os problemas registrados na Rodovia Municipal Pedro Rosa Lemos, também conhecida como Estrada Geral da Jabuticabeira, em Jaguaruna, deve exigir cerca de um ano entre a execução e a estabilização completa do solo.
A informação foi detalhada pelo engenheiro civil Juliano Wolschick, responsável pelo projeto da Geovias Engenharia, em entrevista ao portal Sul Agora.
De acordo com ele, o método escolhido prioriza segurança, custo e eficiência na implantação. A proposta prevê o uso de geossintéticos, como geogrelhas, associados à instalação de drenos verticais e à construção de um colchão drenante.
O objetivo é acelerar o processo de adensamento do solo e garantir maior estabilidade ao aterro. “A ideia projetada é que não haja mais rompimentos e afundamentos ao final do processo”, explicou o engenheiro.
Juliano também destacou que o tráfego pesado, especialmente de caminhões com cargas elevadas, pode agravar o problema em solos moles, exigindo ainda mais controle durante a execução. Por isso, a via deverá ser totalmente interditada em determinados momentos da obra, já que não é possível trabalhar com liberação parcial sem comprometer a estrutura.
Durante o período de intervenção, o local passará por monitoramento constante, com análise de nível de água, inclinação do solo e comportamento do aterro. A pavimentação só será retomada após a confirmação de que os parâmetros técnicos foram atingidos.
O processo total deve levar 12 meses para que seja concluído e somente após os trabalhos de estabilização os aproximadamente 800 metros da rodovia deverão receber o pavimento asfáltico.
Agora, o município de Jaguaruna deve abrir um novo processo licitatório e viabilizar recursos para contratar uma empresa especializada neste tipo de serviço, que deve custar cerca de R$ 3 milhões.
Paradas
Os trabalhos de pavimentação na Estrada da Jabuticabeira já sofreram vários atrasos desde o início. A obra começou em fevereiro de 2023 e prevê pavimentação de mais de 7,9 quilômetros, além de ciclofaixa, drenagem, sinalização e duas pontes. Rompimentos de aterro em áreas de solo mole têm atrasado a conclusão dos trabalhos, que foram paralisados há cerca de um ano.