Premiada ano passado pelo Ministério da Saúde e Organização Pan-americana de Saúde (Opas), uma iniciativa da prefeitura de Tubarão, considerada experiência inovadora em saúde bucal no país, virou case que despertou a atenção da prefeitura de Salvador. Gestores da capital baiana demonstraram interesse em conhecer melhor essa prática adotada pela Fundação Municipal de Saúde.
A premiação, que ganhou o nome “Brasil Sorridente”, em que Tubarão recebeu em 2022 junto de Manaus (AM) e Caruaru (PE), foi na categoria Centros de Especialidades Odontológicas.
O Ministério da Saúde replicou esse case para todos os Estados e, recentemente, os gestores da assessoria técnica da Diretoria de Atenção Primária à Saúde de Salvador buscaram mais informações sobre a iniciativa tubaronense. Em julho vieram os contatos através de e-mail. Em agosto, foi realizada uma videoconferência entre os gestores.
Em Tubarão, o case premiado tem como ponto de partida o Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), ferramenta on-line que faz a mediação entre os encaminhamentos dos pacientes entre os postos de saúde quando se necessita de atendimento especializado.
No caso da saúde bucal, o Sisreg direciona os usuários para o Centro de Atendimento Especializado, que funciona em anexo na UBS do bairro Humaitá de Cima. O diferencial foram os protocolos utilizados nos encaminhamentos.
“O Ministério da Saúde disponibiliza a plataforma do Sisreg, mas não orienta ou determina as prioridades ou características clínicas que o paciente atendido na atenção primária tenha para ser encaminhado para o atendimento especializado. Tudo isso compete ao município e o que fizemos em Tubarão e despertou a atenção do pessoal de Salvador foi adotar um protocolo para orientar os servidores a utilizarem o Sisreg nessa interação entre a atenção primária e a atenção especializada”, diz o coordenador de Odontologia da FMS, Dikson Claudino.
Protocolo já está em sua terceira versão
Dikson destaca ainda que “nesse protocolo são determinados o fluxo de atendimento, os prazos, quais são os atores envolvidos e atribuições de cada servidor, critérios de atendimento e priorização”.
Esse protocolo usado pela Fundação Municipal de Saúde já está em sua terceira versão. “Ficamos muito felizes de uma metrópole como Salvador (quase 2,5 milhões de habitantes) nos procurar para entender nossas práticas no serviço público de saúde bucal aqui em Tubarão e seguimos em constante aprimoramento de nossos fluxos de trabalho”, complementa Dikson.