O Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar está confeccionando um ofício para ser entregue ao governo do Estado pedindo, entre outras coisas, a celeridade no processo de atualização do projeto para a redragagem cada vez mais urgente do rio Tubarão.
O órgão deve encaminhar o ofício ainda esta semana solicitando respostas em relação a questionamentos existentes e aguarda posição formal do Instituto do Meio Ambiente (IMA), solicitada pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIE). De acordo com o presidente do comitê, Woimer Back, a atualização do projeto se faz necessária, uma vez que o que existe é de dez anos atrás, portanto, já defasado, tendo em vista as mudanças na própria bacia em decorrência do tempo.
“A atualização é necessária, pois vários dados estão defasados. A batimetria (medição da profundidade do rio), por exemplo, realizada em 2012, já não serve mais como referência, em razão do contínuo processo de assoreamento do curso d’água”, pontua.
“A redragagem é urgente, pois precisamos prevenir consequências piores nas próximas cheias que poderão ocorrer. Hoje, segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura, o processo esbarra em questões ambientais que precisam ser destravadas pelo IMA. E é tudo isso que estamos pedindo, esta celeridade. Pois só com a licença ambiental e a atualização do projeto poderemos ir em busca de recursos e dar início aos trabalhos propriamente ditos”, explica.
Woimer ainda destaca que é preciso ampliar os estudos para que o complexo lagunar também seja contemplado, em face dos diversos problemas que já afetam as populações do seu território.
O ofício, que será encaminhado ao governador Jorginho Mello, IMA, Secretaria de Infraestrutura, Casa Civil e Defesa Civil, terá ainda solicitações para identificação de novos gargalos ao longo da bacia, abertura permanente da barra do Camacho, entre outros.
Em abril, chegou a ser levantada a hipótese da redragagem do rio Tubarão ser executada com recursos provenientes do Japan International Cooperation Agency (Jica). A agência de cooperação internacional firma parcerias para a solução de questões globais, principalmente na área do meio ambiente. A necessidade de desassoreamento foi uma das pautas de reunião na Defesa Civil do Estado na ocasião, com participação do deputado estadual Pepê Collaço e da Defesa Civil de Tubarão, através do coordenador Diego Goulart.
Comprometimento do governo
No aniversário de 49 anos da enchente de 1974, em março, o secretário da Casa Civil, Estêner Soratto, colocou o Estado como parceiro para que as ações necessárias saiam do papel. “É essencial fazer a revisão e atualizar todos os projetos. O investimento para essa primeira etapa tem o valor estimado de R$ 500 mil, e o governo Jorginho Mello está comprometido em buscar esse valor para que a comissão, que está à frente das ações, possa dar esse passo importante”, destacou o secretário na época.