Divulgação/DS A partir do convívio com um familiar com Síndrome de Down, o professor de judô Thiago Gomes Flores teve a ideia de adaptar suas aulas a pessoas com deficiência. Procurou a Apae de Tubarão, e assim nasceu um projeto voluntário que tem atuado para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas há cerca de cinco anos.
A iniciativa é feita em parceria com o Clube 29, onde as aulas acontecem, uma vez por semana. “Percebo que o convívio dos alunos melhora, assim como a qualidade de vida e a saúde de um modo geral, porque são vários exercícios. É um treino que trabalha todos os grupos musculares”, comenta Thiago Flores.
O professor, que além de atuar no clube também trabalha na Fundação Municipal de Esportes e na Associação Tubaronense de Judô, comenta que busca tratar os alunos com deficiência de igual para igual, desenvolvendo as potencialidades deles na modalidade.
“Como técnico, eu trabalho o judô com eles como um esporte de alto rendimento. Claro, com uma intensidade menor. Mas passo todos os golpes, e vou adaptando para cada participante, fazendo, assim, com que eles evoluam”, detalha o professor.
Hoje, o projeto Judô Adaptado atende a sete alunos, todos eles da Apae. Thiago explica que as pessoas são escolhidas a partir da disposição em participar. “Também avaliamos o nível da deficiência, porque, em alguns casos, como pessoas cadeirantes, por exemplo, não conseguimos adaptar”.
Na saída das aulas, a sensação de que aprendeu mais do que ensinou: “É um grande prazer trabalhar com eles. Muitas vezes, vou para a aula depois de um dia ruim, e saio de lá melhor. É muito gratificante”, comenta Thiago.
Guilherme Simon