Espécie invasora representa risco à saúde pública e ao meio ambiente, alertam especialistas
Moradores da área central de Imbituba registraram a circulação de caramujos africanos em vias urbanas durante a noite. As imagens foram feitas pela bióloga Amanda Suita, que compartilhou o material nas redes sociais com o objetivo de conscientizar a população sobre os perigos da espécie invasora e explicar os cuidados necessários ao deparar-se com o animal.
O caramujo africano, conhecido cientificamente como Achatina fulica, é considerado uma ameaça tanto à saúde pública quanto ao meio ambiente. Ele pode abrigar parasitas responsáveis por doenças sérias, como a meningite eosinofílica, além de causar impactos ambientais ao disputar espaço e alimento com espécies nativas.
Nos registros divulgados, os moluscos aparecem se movimentando em áreas urbanizadas durante o período noturno, horário em que costumam estar mais ativos. A presença tende a ser maior após períodos de chuva e em locais com lixo acumulado ou restos de matéria orgânica.
Especialistas alertam que tocar diretamente no caramujo ou no rastro de muco deixado por ele pode trazer riscos, principalmente se a pessoa tiver cortes ou ferimentos na pele. Outro ponto de atenção é o consumo de alimentos que possam ter sido contaminados, o que também pode resultar em infecções.