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Prefeitos da região se tornam réus

14/04/2023 06:00

Dois dos três prefeitos da região presos na Operação Mensageiro se tornaram réus nesta quinta-feira, após decisão do Tribunal de Justiça. Os prefeitos de Pescaria Brava, Deyvisonn Souza (MDB), e de Capivari de Baixo, Vicente Corrêa Costa (PL), começam agora a responder a uma ação penal. A operação apura esquema de propinas por parte da empresa Serrana a prefeituras no Estado.


Deyvisonn foi preso na primeira etapa da operação, em 6 de dezembro do ano passado. Ele estava em Brasília cumprindo agenda oficial. Os três desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) decidiram por unanimidade tornar o prefeito de Pescaria Brava réu, após votarem para aceitar a denúncia oferecida pelo Ministério Público. De acordo com o órgão, o prefeito concordou em participar do esquema de propina antes de ser eleito em 2016.


O prefeito de Capivari de Baixo, Vicente Corrêa Costa, também virou réu. Ele foi preso no dia 2 de fevereiro, na segunda etapa da operação, suspeito de participação no esquema criminoso, que teria ocorrido em diversas cidades, no que o MPSC classifica como “maior esquema de propinas da história do Estado”.


Ao todo, sete prefeitos foram presos preventivamente pela Operação Mensageiro no Estado. O prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli (PP), segue preso desde o dia 14 de fevereiro e ainda não teve a denúncia do MP julgada pelo Tribunal de Justiça. O habeas corpus solicitado pela defesa de Ponticelli foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, no início deste mês. No dia 16 de março, a Quinta Câmara do TJ-SC já havia negado o habeas corpus ao prefeito. A defesa de Joares afirmou que recorrerá até mesmo ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja necessário.


Métodos da Lava Jato

A defesa do vice-prefeito de Tubarão, Caio Tokarski (União Brasil) – também preso na Operação Mensageiro em 14 de fevereiro -, deu entrada em um pedido de habeas corpus junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A peça jurídica afirma que a desembargadora responsável pela relatoria do caso no Tribunal de Justiça reproduz “métodos ilegais da Lava Jato”.

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