Redragagem do Rio Tubarão: posição foi prometida para janeiro. Mais uma reunião está marcada para segunda
Nesta segunda-feira, representantes da comissão de acompanhamento dos projetos de desassoreamento do rio Tubarão se reunirão com o secretário executivo do Meio Ambiente (Sema), professor Celso Albuquerque, para tratar de um assunto que se arrasta há anos: a redragagem.
“Trata-se de um processo de contratação que finalizou em 2014. No que se refere às adequações solicitadas pelo órgão ambiental no projeto executivo, estão em fase de análise jurídica para encaminhamento das melhorias necessárias”, adiantou Celso. Segundo ele, a secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado segue empenhada, junto com os demais órgãos envolvidos, “para garantir continuidade deste movimento tão relevante para a Cidade Azul”, enfatizou.
Segundo o coordenador da comissão, Claudemir Souza dos Santos, a comissão foi constituída em 2012 e tem a participação de forma voluntária de profissionais de 26 entidades, com o propósito de acompanhar e aprimorar os projetos elaborados pelo governo do Estado.
“Em novembro, realizamos na Amurel a 38ª reunião da comissão, com a presença dos técnicos das secretarias de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) e da Defesa Civil (SDC), onde ficou definido que até 31 de dezembro sairia uma posição da secretaria sobre a revisão do projeto executivo e da Defesa Civil sobre a conclusão do projeto ambiental, mas até a presente data ainda não se pronunciaram”, conta.
“O que nos causa estranheza é a falta de comprometimento do Estado, incluindo as gestões anteriores, bem como a falta de representação política de nossa região”, ressalta Claudemir.
Mais de R$ 2 milhões investidos
O coordenador da comissão de acompanhamento dos projetos de desassoreamento do rio Tubarão, Claudemir Souza dos Santos, diz que até o momento já foram investidos recursos públicos no montante de R$ 2.698.914,88, “e os projetos estão longe de serem concluídos, sendo que os mesmos se arrastam por mais de sete anos”, pontua.
“Com a conclusão dos projetos, poderemos pleitear a execução das obras, onde dependerá de uma concorrência pública, mas que deverão ultrapassar R$ 300 milhões. Recursos que já estiveram disponíveis no governo federal, mas sem projetos não foi possível viabilizá-los. Recursos estes que darão segurança para o desenvolvimento de Tubarão e região e são insignificantes perante o que já foi investido para contenção de cheias no Vale do Itajaí, por exemplo”, completa.
Para Claudemir, a redragagem é uma das obras mais importantes e, principalmente, necessárias para Tubarão. “Tivemos uma tragédia em 1974 e não queremos que a situação se repita de forma ainda mais grave. Depois de acontecer, não vai adiantar reclamar”, conclui.