O Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Santa Catarina identificou a prática de um golpe em unidades do Poder Judiciário. Nos últimos meses, o desfalque aconteceu em 20 das 111 comarcas.
A farsa consiste em um estelionatário que se passa por magistrado, servidor ou policial, e solicita a um prestador de serviços uma recarga de celular que será paga na entrega de outros produtos encomendados. A vítima só percebe que foi enganada quando comparece à unidade
judiciária para ser ressarcida. Além da recarga, os criminosos também solicitam depósitos em dinheiro.
A orientação é que todas as pessoas que trabalham em prédios do Poder Judiciário, especialmente as que desenvolvem atividades na recepção e secretaria, sejam alertadas sobre a ocorrência do golpe.
As principais vítimas são chaveiros, floriculturas, entregadores de água e gás, entre outros prestadores de serviços. Pelo que foi possível apurar através dos casos concretos, o golpista liga para o prestador de serviço e utiliza falsos nomes, ou se passa por magistrado ou oficial, para fazer uma encomenda de determinado serviço ou produto.
Para aproveitar a viagem, o suposto servidor pede à vítima que realize a recarga de celular, normalmente no valor de R$ 50, que será paga na entrega da encomenda ou durante a prestação de algum serviço.
Assim, a vítima só percebe o golpe quando tenta realizar a cobrança. O Poder Judiciário não autoriza que prestadores de serviços e demais profissionais liberais contratem serviços ou adquiram produtos em nome de magistrados, servidores e policiais sem o devido processo legal.