Portal AHora/DS Há 25 dias em greve, os servidores municipais de Imaruí continuam paralisados “até que a prefeitura do município atenda as reivindicações dos trabalhadores, de direitos garantidos por lei”, diz o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Imaruí, Evaldo da Silva.
Os trabalhadores – entre eles professores, motoristas, merendeiras e agentes de educação - cobram do prefeito Rui José Candemil Jr. a reposição de perdas salariais, o pagamento de horas-extras aos motoristas da educação e da saúde, o pagamento do piso nacional dos professores e dos agentes de saúde e o reajuste do vale-alimentação, que não ocorre desde 2013.
A municipalidade chegou a apresentar ao sindicato da classe, em julho, um projeto de lei que instituiria aumentos salariais “somente aos educadores”, chegando ao valor do piso nacional do magistério, PL este que entraria em votação na sessão extraordinária convocada para o último dia 22, mas que não chegou a ser votado.
Segundo Evaldo, a greve continua e a administração, “através de um dos vereadores, comprovou o que já estamos falando há algum tempo”. “Eles querem nos usar para aprovar tão somente o projeto que vai favorecê-los. Estamos sendo usados pela administração para obter benefícios próprios e a população também está sendo deixada de lado por esta administração. Não estão preocupados nem com os funcionários, nem com a população e nem mesmo com as crianças sem aulas. O objetivo deles é obter benefícios próprios sem se preocupar com os prejuízos causados à sociedade”, argumenta.
O presidente do sindicato diz que a greve continua até que o prefeito chame para conversar e entrar num acordo. “Até o momento, depois que a greve começou, ainda não vimos o prefeito. Só fomos atendidos por secretários e presidente do Conselho Municipal de Educação, que não têm o poder de assinar nada. O prefeito é o único que pode celebrar acordo conosco e ainda não tivemos a oportunidade de sentar com ele”, lamenta Evaldo.