A prefeitura anunciou ontem, em entrevista coletiva, o novo prazo para conclusão da primeira etapa das obras de saneamento básico da Tubarão Saneamento. Por conta de dificuldades técnicas, atrasos gerados por condições climáticas e, principalmente, para amenizar os impactos na mobilidade da cidade, ficou estabelecida a data de 28 de fevereiro de 2020 para que a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) entre em operação.
Por contrato, a primeira etapa da operação do tratamento de esgoto estaria em operação no fim de maio deste ano, mas uma série de circunstâncias impediu o cumprimento do cronograma. A dificuldade técnica em algumas ruas da área central, em que a descoberta de rochas provocou um atraso de vários dias na implantação dos equipamentos, é um exemplo.
A alteração no local do emissário do esgoto tratado também mexeu no prazo. No projeto original, o ciclo da operação seria concluído no rio Tubarão, mas município e concessionária decidiram deslocar o emissário para o rio da Madre, iniciando, assim, a recuperação do conhecido “rio Seco”. A maior justificativa para prorrogar o prazo de início de operação da ETE, porém, é a busca por minimizar os transtornos na mobilidade da cidade.
O prefeito Joares Ponticelli esclareceu que a conversa com moradores e comerciantes pelas ruas pesou nessa prorrogação de prazos. “Tenho conversado muito com as pessoas, e elas aceitam as obras, pois sabem da importância do tratamento de esgoto, mas o excesso de transtornos é que deixa todos insatisfeitos. Por isso, o modo de operação também foi revisto. Em vez de ocorrer intervenções em três ruas de uma só vez, será feita uma intervenção em apenas uma rua, que é para fazer e terminar logo”, ressaltou o prefeito.
Outro tema destacado como prioridade na entrevista coletiva foi a recuperação das ruas após ser concluída a colocação do sistema de esgoto. O prefeito Joares e o vice-prefeito Caio prometeram rigor na fiscalização e na exigência de reposição de material de qualidade nas pavimentações asfálticas, de paralelepípedos ou de lajotas, já que houve casos em que esse serviço complementar gerou críticas e reclamações, principalmente entre motoristas.