A implantação de uma usina termossolar em Laguna, cuja potência seria para suprir a energia consumida pela ponte Anita Garibaldi, não ocorrerá. Uma ordem de serviço chegou a ser assinada em maio de 2018. Porém, um estudo sobre a viabilidade da edificação apontou que a presença de alta salinidade na região, na localidade da Caputera, dificultaria tal instalação devido aos altos custos de manutenção.
Sendo assim, o empreendimento da Eletrosul acabou não saindo do papel. O espaço orçado em R$ 16,5 milhões seria viabilizado pelo Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O início da implantação da usina estava previsto para 2019, e a duração total do projeto, incluindo os estudos acadêmicos e científicos, seria de três anos.
Porém, com a inviabilidade do projeto apresentada por equipe de engenharia contratada, a Eletrosul estuda duas outras modalidades tecnológicas avançadas de usina, para que uma delas possa ser implantada na Cidade Juliana. “Uma seria de baterias de grafeno, e a outra, de painéis fotovoltaicos flutuantes. Ficaremos no aguardo desta informação”, informa o prefeito de Laguna, Mauro Candemil.
Em visita à Eletrosul, Candemil diz que a Companhia assegurou seu compromisso, buscando apresentar outras soluções, tendo em vista a dificuldade de obtenção de painéis solares.
“O que importa a todos é garantir o que foi originalmente proposto de ter uma usina, sem custo à prefeitura, que produza uma potência de 500kW. Oportunamente, seremos convidados a conhecer o projeto mais adequado às condições ambientais de Laguna”, informa o prefeito.
Ainda conforme o projeto inicial, a Eletrosul será responsável pela operação e manutenção da usina. No futuro, poderá ser transferida para uma instituição de ensino e pesquisa.