Depois de mais três décadas de espera, o Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, localizado em Orleans, foi reconhecido, por unanimidade, como patrimônio cultural brasileiro. Ontem, o Conselho Nacional do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) julgou a proposta catarinense de tombamento da instituição, processo iniciado em 1987.
O professor Elcio Willemann, presidente Fundação Educacional Barriga Verde e reitor do Centro Universitário Barriga Verde – Unibave, e a diretora do Museu ao Ar Livre, Valdirene Böger Dorigon, acompanhararam o julgamento em Brasília. A Febave é a mantenedora do espaço cultural. Muaria Cecília Londres Fonseca foi a relatora do processo, a mesma que deu o parecer favorável ao projeto do museu na implantação.
Após muita expectativa, o reconhecimento foi comemorado. “O nosso museu merece esse reconhecimento. Esse espaço cultural riquíssimo agora ganha visibilidade nacional e abre diversas oportunidades, potencializa e dissemina a história e a memória dos imigrantes”, declara Valdirene.
“A história da imigração europeia no Sul catarinense merecia esse reconhecimento, pois possui contribuição importantíssima para a formação do povo brasileiro”, completa.
Valdirene destaca que o espaço cultural já era tombado pelo Estado de Santa Catarina. “Já tínhamos esse reconhecimento estadual, agora, finalmente, podemos dizer que o Museu ao Ar Livre Princesa Isabel é um patrimônio do povo brasileiro”, comemora. Ela ainda explica que o tombamento, além de um reconhecimento, é uma proteção.