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Mãe denuncia racismo contra a filha em escola

17/11/2021 06:00

Após compartilhar um vídeo nas redes sociais, onde relata que sua filha de 13 anos teria tido as tranças de cabelo cortadas por uma colega, a mãe da garota, Cristina Zelma Mônica, prestou depoimento ontem, sobre o caso, na delegacia de Pedras Grandes. O ocorrido foi registrado em uma escola estadual da cidade.


O vídeo publicado no Instagram já tem mais de 56 mil visualizações. O caso, segundo a mãe, aconteceu na última semana. Nas imagens, Cristina conta que sua filha estava na aula e uma das colegas, também de 13 anos, cortou as tranças dela. “Ela teria dito para minha filha que cortou suas tranças porque ‘o cabelo era de negro e era ruim’. Não houve um pedido de desculpas. Na escola ninguém fez nada”, relata a mãe no vídeo.


Ainda no vídeo, a mãe da menina relata que a professora, ao ser informada do ocorrido, pediu para a garota sentar e se acalmar. “Além disso, teve outro episódio no ônibus. Elas já têm ideia para entender o que aconteceu”, diz Cristina em sua declaração no vídeo.


No relato, a mãe conta que, depois do episódio sofrido pela filha, a menina pediu para tirar todas as tranças. “Ela não quer ir mais para a escola. Só chora. É muito triste ter que mandá-la obrigada (para escola) porque precisa estudar”, afirma.


Depois da repercussão do vídeo, a mãe foi intimada pelas autoridades policiais da cidade para depor. Ontem, ela esteve na delegacia para prestar os esclarecimentos, acompanhada do presidente da Rede Novo Impulso, Paulo César Lopes. A entidade defende a sociedade negra brasileira, nas áreas da educação, e agora acompanha o caso e responde pela família sobre o ocorrido.


Segundo Paulo, a rede presta amparo à família assim que a mesma solicitou ajuda. “Nós, junto à família, estamos providenciando todas as medidas judiciais e psicológicas cabíveis, resguardando toda e qualquer exposição das infantes envolvidas. A menina que sofreu está muito abalada, estamos, no momento, preservando e priorizando a saúde mental dela”, diz Paulo. O caso segue para avaliação da autoridade policial.

 

Secretaria de Educação diz que apura fatos e está tomando providências

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (SED), por meio da Coordenadoria Regional de Educação de Tubarão, esclarece que está apurando todos os fatos e tomando providências desde que foi informada de uma denúncia envolvendo estudantes da escola.


“A partir da atuação de seu Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola (Nepre), a secretaria está orientando a coordenadoria regional e a equipe gestora da unidade escolar para que tomem todas as medidas administrativas e pedagógicas cabíveis diante do caso.

Também garante todo apoio à vítima e preservação da identidade dos envolvidos. A SED lamenta e repudia qualquer ato de violência e reforça que preza por um ambiente escolar inclusivo e acolhedor, trabalhando para promover uma educação básica orientada para os direitos humanos”, diz a nota.

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