Lideranças políticas de todo o Estado estiveram em Brasília, em uma reunião no Ministério de Minas e Energia, para buscar soluções que evitem o fechamento do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda. No encontro, o ministro Bento Albuquerque reforçou o prazo de 180 dias para apresentar uma solução para o impasse.
No ano passado, a empresa Engie anunciou a intenção de desativar o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda. A decisão afetaria toda a indústria carbonífera do Sul de Santa Catarina, responsável pela geração de empregos na região.
A desativação do Complexo deixou prefeitos e empresários apreensivos, já que a usina representa quase 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do Sul do Estado e é responsável por milhares de empregos diretos e indiretos. Ainda em 2020, várias lideranças se reuniram para discutir o tema e encontrar uma solução para o caso.
No encontro, o governador Carlos Moisés reforçou o pedido de novos leilões de energia para permitir outros investimentos na região, com usinas mais modernas.
Presente no encontro, o deputado Volnei Weber destaca a importância do grupo formado após uma reunião realizada em dezembro do ano passado, motivada por uma moção de sua autoria, pedindo a intervenção junto ao governo federal. “Agradeço a sensibilidade do Ministério em atender nosso pedido, e espero que possamos encontrar soluções para que nosso Estado não sofra tamanho prejuízo econômico, financeiro e social”, explica o parlamentar.
Prefeitos reiteram união das lideranças
Da região, o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, esteve na reunião, e o chefe do Executivo de Capivari de Baixo, Vicente Corrêa, acompanhou o encontro de forma on-line. Segundo Joares, no encontro o Ministério de Minas e Energia teve a ideia da dimensão do problema que seria o fechamento do Complexo. “Ficamos muito satisfeitos porque o ministro Bento Albuquerque participou desta reunião com todo o seu staff, e o que é melhor: reiterou o compromisso que está previsto no decreto que criou o grupo de trabalho para apresentar em até 180 dias uma solução. Acredito que a demonstração que foi dada da preocupação e envolvimento de tantas lideranças de Santa Catarina fará com que o Ministério de Minas e Energia acelere os trabalhos e nos apresente algumas propostas de encaminhamento para esta questão”, destaca
Joares.
Para o prefeito de Capivari de Baixo, o trabalho e a união de todos resultarão em soluções. “Estou muito confiante. Todos sabemos que a saída da usina, além do grande impacto fiscal, também resultará em milhares de empregos diretos e indiretos perdidos. Estamos trabalhando muito e em parceria com os prefeitos das cidades envolvidas e do governo estadual para que, junto ao Ministério, possamos apresentar uma solução positiva para todos”, declara Vicente. Além disso, o prefeito reitera que um dos compromissos do seu governo é buscar novas empresas para prospectar o desenvolvimento econômico do município.