Superpopulação do animal tem causado prejuízos a diversos produtores rurais
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou um projeto de lei que cria incentivo financeiro para o controle populacional de javalis no estado. A proposta prevê o pagamento de R$ 100 por animal abatido a pessoas físicas ou jurídicas devidamente cadastradas e autorizadas pelos órgãos ambientais para realizar o manejo da espécie.
O projeto de lei regulamenta um programa de incentivo previsto na lei estadual e tem como objetivo ampliar as ações de controle dos javalis, cuja proliferação tem causado prejuízos ao setor agropecuário e impactos ambientais em diversas regiões catarinenses.
Na região
A preocupação com a superpopulação de javalis não é recente. Em novembro de 2023, o Diário do Sul mostrou que produtores de São Ludgero já enfrentavam prejuízos provocados pelos animais, que destruíam lavouras, atacavam rebanhos e representavam riscos à biodiversidade local.
Na época, vereadores do município aprovaram uma moção de apoio a um projeto que tratava do controle populacional da espécie e pediram agilidade na adoção de medidas para conter o avanço dos javalis no estado.
Além dos prejuízos econômicos causados aos produtores rurais, a espécie também preocupa pelo potencial de transmissão de doenças que podem afetar rebanhos.
Audiência pública
Controladores de javali pediram, durante audiência pública na Alesc na última semana, a desburocratização dos procedimentos para abate dessa espécie invasora, que tem causado prejuízos para a agropecuária catarinense. Deputados, vereadores, dirigentes de entidades ligadas à agropecuária e caçadores de todo o estado participaram da audiência. Conforme o superintendente do Ibama, Paulo da Costa Filho, de 2019 a 2026, o Sistema de Informação de Manejo da Fauna registrou 268 mil solicitações de autorização para abate de javalis no estado, com 224 mil animais abatidos em quase 90% dos municípios catarinenses. No entanto, ainda há uma subnotificação desses números. Costa Filho afirmou, ainda, que não há burocracia para a emissão de autorização de abates, já que menos de 1% dos pedidos são negados pelo Ibama.