AOperação Lacre Ambiental entrará numa nova fase em julho, agora com o objetivo de multar os edifícios e residências que ainda não se regularizaram desde o início da operação, em janeiro. Dos 172 imóveis vistoriados, somente 30 receberam o lacre, por estarem regularizados, pelo cumprimento de todas as exigências ambientais e sanitárias para a regularização do esgoto cloacal e pluvial.
“Sabemos que há outras residências regularizadas, mas eles precisam entrar em contato com a Flama para que possamos averiguar e entregar o lacre para eles”, disse a fiscal ambiental Caroline Kons.
Porém, existem edifícios que foram notificados em janeiro e até agora não se adequaram. Por isso, a partir da segunda semana de julho, a operação passará a averiguar todos os imóveis já vistoriados. Quem não regularizou será multado, segundo a Flama.
Comandada pela Fundação Lagunense do Meio Ambiente (Flama), numa ação conjunta com a Vigilância Sanitária, a Fiscalização de Obras, a Casan e a secretaria de Obras, a ação tem como objetivo identificar todas as ligações clandestinas de esgoto cloacal na rede pluvial, assim como outros tipos de ligações irregulares na rede de esgoto do Mar Grosso e em outras localidades de Laguna, além da desobstrução e melhoria da rede de drenagem pluvial que esteja obstruída.
De acordo com a presidente da Flama, Deise Cardoso, a operação se estenderá por toda a cidade. “As pessoas precisam se conscientizar de que devem regularizar o esgoto de suas residências e estabelecimentos comerciais, porque vamos chegar a todos os imóveis da cidade”, disse.
Irregularidades encontradas
Entre as principais irregularidades encontradas estão: esgoto sem ligação na caixa de inspeção, caixa de gordura sem manutenção, ligação irregular da drenagem pluvial na caixa de inspeção (deve ser ligada na sarjeta da rua), lixeira externa ligada na rua (deve ser na caixa de inspeção), chuveiro externo ligado na caixa de inspeção (deve ser ligado na sarjeta/rua), inexistência de ligação do esgoto (não está ligado nem na caixa de inspeção e nem no emissário submarino). A notificação é emitida pela Vigilância Sanitária do município, que dá um prazo de quinze dias úteis para a regularização.