A Câmara de Vereadores de Imbituba realiza, nesta quarta-feira, uma audiência pública para debater sobre a importância na comunidade do “uso medicinal da cannabis”. A audiência atende a um requerimento realizado pelo vereador Eduardo Faustina da Rosa (PP). A discussão com a comunidade será no Plenário, às 18h30.
Em seu requerimento, o vereador justifica ter recebido integrantes da Associação Alternativa de Apoio à Cannabis Medicinal do Brasil, representada pelo presidente Sandro Pozza e outros envolvidos, que repassaram informações acerca das patologias atendidas pela associação e a qualidade de vida obtida por associados e familiares em inúmeros tratamentos com a cannabis medicinal.
Segundo os representantes, os últimos anos foram de grandes avanços, mas resta, ainda, muitas dúvidas e dificuldades ao acesso ao tratamento, seja devido à falta de informação, aos altos custos ou à falta de regulamentação para o cultivo da planta.
Além disso, recentemente tem sido demonstrado que a cannabis pode ser uma alternativa segura e eficaz no tratamento de diversas condições de saúde, como dor crônica, epilepsia, esclerose múltipla, transtornos de ansiedade e depressão, além de diversos tipos de câncer.
“Considerando o impacto que o uso medicinal da cannabis pode ter na saúde e qualidade de vida de muitas pessoas em nosso município, acreditamos ser urgente discutir o tema e buscar soluções e esclarecimentos para que os pacientes possam ter acesso ao tratamento de forma segura e eficaz”, relata Eduardo. A audiência também poderá ser acompanhada nos canais da Câmara de Imbituba no YouTube e no Facebook.
Laguna veta projeto
O prefeito de Laguna, Samir Ahmad, vetou um projeto de lei que prevê o uso do canabidiol para fins medicinais e distribuição gratuita de medicamentos prescritos à base da planta, nas unidades de saúde pública municipal e privadas conveniadas ao SUS.
O vereador Rhoomening Souza Rodrigues (PSDB) foi o autor do projeto, que foi aprovado em uma segunda votação em maio.
No entanto, o prefeito acabou vetando a proposta. Esse veto pode continuar ou ser derrubado pelos vereadores lagunenses.
A prefeitura alega que o uso do canabidiol ainda é controverso, devido à ausência de evidências científicas.