A paralisação parcial dos empregados dos Correios, iniciada na noite de terça-feira pelas representações sindicais da categoria, não afeta os serviços de atendimento da estatal.
De acordo com a assessoria da empresa, já foi colocado em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas.
A rede de atendimento está aberta em todo o país, e os serviços, inclusive Sedex e PAC, continuam sendo postados e entregues em todos os municípios. Os serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje) estão com postagens temporariamente suspensas.
Um levantamento parcial realizado na manhã de ontem mostrou que 82% do efetivo total dos Correios no Brasil está trabalhando regularmente. No Estado de Santa Catarina, 79,23 % dos empregados estão trabalhando normalmente.
Processo de negociação
Na expectativa de uma solução que não comprometa ainda mais a situação financeira dos Correios, a empresa entrou ontem com dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Agora, a Corte irá avaliar o processo de negociação, ouvindo as partes, e o relator produzirá um voto que será analisado por um colegiado do tribunal, em sessão a ser posteriormente agendada. Segundo a assessoria dos Correios, está sendo executado um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. Desde o início de julho, a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nas quais foram apresentadas a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, que é, atualmente, na ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, apresentaram reivindicações que superam até mesmo o faturamento anual da empresa.