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Governo elabora projeto para monitorar a qualidade do ar em Santa Catarina

08/06/2019 06:00

Em novembro do ano passado, o DS trouxe com exclusividade uma matéria que apontava que diferentes estudos realizados nos últimos 20 anos mostraram que a região de Tubarão é propícia para a ocorrência de chuva ácida. Atualmente, a cidade não conta com nenhum tipo de aferição da qualidade da chuva.


Na semana seguinte à veiculação da matéria, a partir dela, o vereador de Tubarão José Luiz Tancredo usou a sessão da Câmara para pedir ao Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina (Ima) informações sobre a viabilidade de ser implantada na cidade uma estação de monitoramento da qualidade da água da chuva. Durante a sessão, o edil também falou sobre o monitoramento da qualidade do ar, feito atualmente pela Engie. Citou que a região, além da usina termelétrica, conta também com um número grande de veículos e com outras empresas geradoras de poluição, como as olarias.


De acordo com Luis Antônio dos Santos de Freitas, diretor estadual de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável, o que a Engie deve fazer é o monitoramento de alguns parâmetros relacionados à qualidade do ar por meio do cumprimento de obrigações atreladas ao seu processo de licenciamento. “Todas as atividades de licenciamento são atribuições exclusivas do Ima”, avalia.


Ele explica que o Estado formalizou o projeto “Avaliação do Impacto das Emissões Veiculares, Queimadas, Industriais e Naturais na Qualidade do Ar em Santa Catarina”, que se encontra no segundo dos seis anos previstos para execução. “Na execução do projeto serão realizados inventários de emissões, modelagem meteorológica, modelagem da qualidade do ar e monitoramento da qualidade do ar”, explica.


“A proposta dará subsídios para a elaboração de um plano de gestão e controle da qualidade do ar no Estado, identificando os principais emissores e locais críticos de poluição. Além disso, os resultados auxiliarão na tomada de decisão para mitigação e controle da qualidade do ar, compatibilizando atividades humanas poluidoras e conservação do meio ambiente”, pontua Luís.


A forma como o estudo foi organizado permitirá conhecer a natureza das emissões, incluindo tipos de gases, volume emitido, local da emissão, quais as principais fontes de emissão e as reações atmosféricas entre os gases, para períodos anuais. A modelagem meteorológica permitirá, entre outros aspectos técnicos, uma avaliação confiável das condições meteorológicas das regiões no Estado.


Um resultado é a identificação de localidades onde se concentram poluentes (empregando inclusive mapas) para a avaliação da implantação de rede de monitoramento.

 

Chuva ácida

Todo o controle de impactos ambientais advindos das atividades produtivas é feito mediante condicionantes estabelecidos durante os processos de licenciamento. “Nem todas as atividades desenvolvidas geram impactos como chuva ácida. Mas, como mencionado anteriormente, provavelmente por meio dos processos de licenciamento, estas situações são previstas e impactos amenizados”, conclui Luís.

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