Ainda em resposta ao ataque de Blumenau, Jorginho Mello anunciou na apresentação do balanço dos 100 dias de governo outras quatro medidas: o reforço da ronda escolar no Estado; o treinamento de educadores estaduais para lidar com ameaças, com a disposição de gás de pimenta nas unidades para o caso de eventual ocorrência; a criação de um centro de operações integradas, para que as forças de segurança estaduais atuem conjuntamente em casos assim; e a formação de um comitê permanente de segurança, para monitorar riscos.
Por determinação do governador, uma das principais medidas será a presença de segurança armada em cada uma das 1.053 escolas estaduais, por meio de um protocolo integrado das forças de segurança do Estado. O investimento previsto para efetivar as medidas de segurança nas escolas é de R$ 70 milhões.
Desde o incidente, na última semana, o Estado discute medidas de segurança para instituições de ensino, em reuniões chefiadas por Jorginho.
Ainda em 2021, após ataque à creche de Saudades, o Executivo, à época sob gestão Carlos Moisés, tinha anunciado que colocaria vigilantes em mais de mil unidades estaduais e chegou a abrir licitação. Porém, a iniciativa não saiu do papel.
Em Blumenau, a prefeitura afirmou estar discutindo a contratação de policiais militares da reserva ou bombeiros para atuar nas 128 unidades de educação estadual. A possibilidade já foi discutida com o governador Jorginho Mello, mas ainda não foi oficializada.