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Fotógrafo italiano ajudará projeto

25/01/2023 06:00

O fotógrafo e mergulhador italiano Luca Crudeli, após conhecer o projeto ProFranca, desenvolvido em Imbituba pelo Instituto Australis, decidiu destinar a venda das 31 fotografias feitas ao longo de 20 anos de mergulho no Brasil, Egito, Moçambique, Tanzânia, Indonésia, Estados Unidos, México e outros países, que estão sendo expostas no Museu de Arte de Brasília (MAB) e que retratam os mistérios dos oceanos, para o projeto catarinense.


A exposição é, primeiro, decorrente da preocupação de Crudeli com a conservação dos mares e sua importância para o futuro da humanidade. Suas viagens de mergulho são sempre pautadas pela necessidade de documentar espécies marinhas ameaçadas de extinção pelo aumento da temperatura dos oceanos.  A exposição “Soul do Mar” está aberta todos os dias, exceto terça, das 10h às 19h.


Luca ficou conhecendo o trabalho do projeto - que desde os anos 1980 preza pela preservação e monitoramento das baleias-francas no Sul do Brasil - através de uma reportagem especial da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).


A mostra “Soul do Mar” tem curadoria do também fotógrafo Fabrício Zago e produção da Cris Malheiros. Fabrício enfatiza que ele e Luca Crudeli ficaram sabendo do projeto Australis ao lerem a reportagem especial desenvolvida pela Agência AL, onde era destacada a importância das leis aprovadas pelo Parlamento em prol da pesquisa e conservação das baleias-francas. “Lá que descobrimos que esse projeto necessitava de apoio e recursos para continuar com o seu trabalho, então, decidimos reverter o valor da exposição para o instituto”.


Conservação é a meta

A diretora de pesquisa no Instituto Australis, Karina Groch, reforça que o Instituto Australis tem, entre vários compromissos, a missão de atuar pela conservação e recuperação populacional das baleias-francas. Por ser uma entidade civil sem fins lucrativos mantida com patrocínios públicos e privados, a instituição depende também da vinda constante de turistas.


De acordo com o Instituto Australis, com base em anos anteriores, uma média entre 100 a 120 baleias vêm para Santa Catarina, e não são sempre as mesmas. Em torno de 40% são retornos, e as demais fazem o trajeto pela primeira vez. Segundo a bióloga, isso comprova que existe um aumento populacional das baleias-francas, que, durante cerca de quatro séculos, foram alvo de caça no litoral do Estado, levando quase à extinção da espécie.


Para ela, a exposição no MAB mostra ao público a riqueza e a diversidade do fundo do mar, as belezas deste ambiente que é tão rico e diverso, que é importante para todo o planeta Terra. “Assim, conseguimos sensibilizar as pessoas sobre a importância da preservação deste ambiente e, consequentemente, as baleias se beneficiam por ser o ambiente onde elas vivem, por isso essa exposição é tão importante”.

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