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Focos de mosquito da dengue trazem alerta a IB

Dos 52 focos encontrados em toda a Amurel, 35 foram no município, sendo 26 eliminados

15/05/2020 06:00

O número de focos do Aedes Aegypti no Estado e na região aumentou consideravelmente em relação ao mesmo período do ano passado. E, segundo dados divulgados pela 19ª Regional da Secretaria de Estado da Saúde, em Tubarão, dos 52 focos registrados de janeiro a maio deste ano na Amurel, 35 estão em Imbituba (destes, 26 já foram eliminados), mas ainda assim o total torna o município considerado infestado por Aedes Aegypti.


“Há alguns critérios de disseminação, de manutenção do vetor, que o município tem e que a partir disso a gente faz a avaliação para considerar infestado ou não. No total, Imbituba contabilizou 35 focos, de janeiro até maio. O que nós estamos reparando é que está mudando bastante a questão da sazonalidade, em todo o Estado. Até pouco tempo atrás, sabíamos que a época com maior número de focos era o verão, porém desde o ano passado nós estamos vendo que  os focos já estão adentrando o mês de abril, maio e junho, quando já temos temperaturas mais baixas”, pontua Sabrina Fernandes, bióloga da 19ª Regional de Saúde.


“Já fomos a Imbituba comunicar oficialmente o município sobre a questão de infestação. Todas as medidas estão sendo tomadas. Fizemos toda a orientação, supervisão e capacitação com o município, não apenas com relação aos focos, mas principalmente no caso das doenças causadas pelo mosquito, como dengue, chikungunya e zica. Como nós temos o município infestado, estamos aí prestes a viver um surto de dengue. É importante que a rede de saúde esteja sensível para conseguir identificar estes casos em tempo oportuno”, explica a biológa.


Os bairros Mirim e Portinho da Vila são os que registraram o maior número de focos. Segundo a representante da Regional de Saúde, o reflexo desse aumento está relacionado à proximidade de Imbituba aos municípios onde houve, também, o registro de infestação, como Florianópolis.


Segundo o coordenador do Programa de Combate às Endemias da prefeitura de Imbituba, Eduardo Carvalho, o apoio das agentes comunitárias tem sido fundamental na contenção do aumento dos focos. “Hoje, são nove os que ainda permanecem ativos. Mas a intenção é eliminá-los até o fim de maio”, ressalta.

 

Ciclos de tratamento

A bióloga Sabrina Fernandes explica que mudará a dinâmica do trabalho em Imbituba. “Começará a ter ciclos de tratamento. Toda a área infestada vai ficar em monitoramento durante um ano. São cinco ciclos, nos quais os agentes de combate às endemias vão passar em cada um dos imóveis das localidades infestadas, orientando a população, fazendo o tratamento mecânico, que é a retirada dos depósitos passíveis de acumular água, e nos depósitos fixos será feito o tratamento. A partir dos casos suspeitos das doenças transmitidas, começará a ser feito o bloqueio de transmissão. Além disso, o município já está construindo o plano de contingência, no qual constam as ações a serem tomadas. É importante ressaltar que ainda não há transmissão constatada das doenças, apenas os focos”, explica.

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