A medicina fetal é uma área de atuação da subespecialidade médica da ginecologia e obstetrícia destinada a auxiliar na assistência pré-natal. Seu foco está no acompanhamento detalhado da gestante, avaliando risco, diagnosticando e tratando possíveis complicações na gravidez, relacionadas tanto à mãe quanto ao bebê.
O especialista em medicina fetal Thiago Ricardo Kerber Corrêa, do Centro de Imagem Unimed, em Tubarão, com as competências necessárias para procedimentos preventivos e diagnósticos relacionados à gravidez, ressalta a importância do acompanhamento ultrassonográfico, invasivos ou não, para corrigir más formações intraútero.
“É fundamental a realização destes exames por um médico especialista que tenha uma melhor precisão deste diagnóstico de complicações da gestação e de más formações fetais com o uso de exames de imagem, especialmente a ultrassonografia”, pontua.
No primeiro trimestre, segundo Thiago, deve-se realizar um exame ultrassonográfico o mais precoce possível, com o objetivo de datar a gestação. Depois, entre 11 e 13 semanas, faz-se o exame chamado de cálculo doppler morfológico. O objetivo é o rastreamento físico do bebê, que pode desenvolver algumas complicações, e da mãe, que também pode sofrer com algumas doenças típicas da gestação.
No segundo trimestre são feitos exames de ultrassonografia morfológica com doppler. O objetivo é analisar a formação estrutural do feto e suas possíveis más formações. Algumas delas, segundo Thiago, podem ser corrigidas com alguns procedimentos intraútero. Há outros casos em que isto não é possível. “Mas a gente sabe que este bebê terá que nascer em um hospital terciário, onde vai receber assistência adequada”, ressalta o médico.
No terceiro trimestre, a ultrassonografia obstétrica avalia o peso, o líquido amniótico, o fluxo de sangue e o crescimento proporcional do bebê.