Harmonização facial é uma das principais tendências, mas é preciso ter cautela
A harmonização facial segue como uma das principais tendências na área da estética, mas junto com a popularização dos procedimentos também surgem dúvidas, receios e, principalmente, resultados que nem sempre correspondem ao esperado.
Para a biomédica esteta Giovanna Alves Dal-Bó, de Tubarão, o principal cuidado está na avaliação individual de cada paciente — fator determinante para evitar excessos e garantir resultados naturais.
Segundo ela, a chamada “desarmonização” acontece justamente quando esse olhar técnico é negligenciado.
“Com o envelhecimento, a gente perde estrutura óssea, gordura e colágeno, principalmente nas regiões de sustentação do rosto. Quando isso não é considerado e o preenchimento é feito de forma inadequada, o resultado pode ser um aspecto pesado, sem contorno e até artificial”, explica.
De acordo com a especialista, ao contrário do que muitos imaginam, a harmonização facial não tem como objetivo transformar completamente o rosto.
“A ideia não é mudar a pessoa, mas sim preservar a identidade e realçar os traços naturais. Quando bem feita, as pessoas percebem que o paciente está melhor, mais descansado, mas não conseguem identificar exatamente o que foi feito”, afirma.
Mitos
Entre os mitos mais comuns, Giovanna destaca a crença de que todo procedimento resulta em exagero ou artificialidade. Para ela, esse tipo de resultado está geralmente ligado ao uso excessivo de produtos ou à técnica inadequada.
“O sucesso está justamente no oposto: entender o rosto como um todo e tratar de forma estratégica, com a quantidade certa de produto e nos pontos corretos”, pontua.
Por fim, Giovanna reforça que o grande segredo de uma harmonização bem-sucedida está na proporção e no respeito à anatomia. “Cada rosto é único. Não existe um padrão universal de beleza. Muitas vezes, menos é mais. O objetivo não é criar um novo rosto, mas restaurar de forma natural aquilo que o tempo modificou”, conclui.
Biomédica esclarece sobre os mitos e verdades
A harmonização facial é um conjunto de procedimentos estéticos que tem como objetivo equilibrar e valorizar os traços do rosto, respeitando a individualidade de cada pessoa.
“Ela não é sobre mudar o rosto, é sobre realçar o que já existe e devolver harmonia. A perda natural de colágeno, gordura e até a estrutura óssea que ocorre com o passar dos anos faz com que o rosto perca sustentação, volume e contorno. A harmonização entra justamente para repor essas perdas de forma estratégica, trazendo de volta um aspecto mais descansado, jovem e natural, muitas vezes semelhante ao que a pessoa tinha anos atrás”, destaca Giovanna Alves Dal-Bó.
Entre as técnicas mais utilizadas estão o preenchimento com ácido hialurônico, a aplicação de toxina botulínica, bioestimuladores de colágeno e skinbooster, além de procedimentos voltados ao contorno da mandíbula, projeção do queixo, rinomodelação e preenchimento labial.
“Tudo é feito de forma personalizada, de acordo com a necessidade de cada paciente, sempre com foco no equilíbrio e na naturalidade”, reforça.
Sobre a idade ideal para iniciar os cuidados, a biomédica explica que não há uma regra fixa. O mais importante é a necessidade de cada pessoa.
“Não existe uma idade exata para começar, mas sim uma necessidade. Desde jovem, já é possível iniciar cuidados com foco preventivo, tanto para suavizar o surgimento de linhas de expressão quanto para estimular a produção de colágeno, que naturalmente começa a diminuir nessa fase da vida”, explica a biomédica.
Prevenção
“Inclusive, quando o paciente inicia esse cuidado de forma mais precoce, o envelhecimento tende a acontecer de maneira mais suave e controlada, o que faz com que, no futuro, ele precise de menos intervenções e de procedimentos mais leves para manter a harmonia do rosto”, conclui Giovanna.