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Especialista alerta para consequências da Síndrome de West sem tratamento

03/12/2021 06:00

A epilepsia é um transtorno conhecido pelas crises epilépticas, popularmente chamado de “ataque-epiléptico”, mas que apresenta formas variadas de manifestações. Em bebês, uma forma de epilepsia que pode ocorrer é a Síndrome de West. Doença que aparece em espasmos infantis por uma alteração específica no eletroencefalograma (EEG), definida como “hipsarritmia”.


“Esses espasmos nos pequenos, geralmente, são os primeiros sintomas que surgem no primeiro ano de vida e podem ocorrer entre os três e oito meses. Quando esses espasmos ocorrem de forma esporádica, pode atrasar o diagnóstico e, consequentemente, o tratamento. Os pais, muitas vezes, o confundem com as cólicas, pelas crises e pelo choro do bebê durante ou depois de uma crise. O importante é a atenção dos pais e as consultas periódicas no pediatra assistente”, alerta o neuropediatra do Complexo Médico Provida, Jaime Lin.


O médico explica que a síndrome se apresenta com espasmos, com inclinação da criança para frente. O corpo fica enrijecido, braços e pernas jogados para fora. Situação que pode ocorrer com movimentos flexores de um ou dois segundos, geralmente durante o dia.

“As crianças com a síndrome podem apresentar desenvolvimento mais lento que as demais. É muito comum também elas ficarem irritadiças, mudarem hábitos alimentares e a ordem de dormir, preferindo o dia e ficando mais acordadas à noite.  Por esses e outros sintomas típicos da West, as avaliações médicas são imprescindíveis”, completa.

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