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Epidemia é descartada após morte de criança

Médico alerta que não há motivo para pânico e não é uma epidemia de pneumonia

28/02/2020 06:00

A morte de uma criança de três anos na quarta-feira, após complicações por conta de uma pneumonia, trouxe muitos questionamentos a respeito do caso. Pedro Henrique Foizer estava internado no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) e não resistiu à doença. O menino, de acordo com o pediatra Evandro Thomsen Antunes, teve um choque séptico  causado por infecção bacteriana.


“Apesar de não ser o médico que atendeu o Pedro, fui à UTI na terça-feira a pedido da família. Ele era paciente do consultório. O caso era bastante grave, e a equipe que o acompanhava seguiu todo o protocolo. Foi uma evolução rápida, mas não incomum, sendo que há dois anos tivemos um caso semelhante”, explica o médico.


Evandro destaca também que a doença é bacteriana, e que exames mais detalhados devem apontar o tipo de bactéria que se alojou na criança. “Com essa constatação, deixo claro que não há motivo para pânico. Não estamos diante de uma epidemia de pneumonia. Não é um vírus que se transmite entre pessoas. Não é coronavírus. Portanto, não é necessário que se suspendam aulas, por exemplo. Não é algo contagioso”, explica o pediatra.

Pedro Henrique teria frequentado a escola normalmente até o final da semana passada, e teria sido medicado para dor de garganta. No domingo, com a evolução rápida da doença, foi levado ao hospital e encaminhado para a UTI. “Não houve negligência nem por parte dos pais, nem da equipe médica. Infelizmente, foi algo que evoluiu muito rápido. Com o exame detalhado, poderemos saber mais detalhes”, informa o pediatra.

Ontem, o Colégio São José, onde a criança estudava, suspendeu as aulas em respeito à família. A despedida de Pedro Henrique aconteceu ontem, em Capivari de Baixo. O caso está sendo acompanhado pela regional de saúde de Tubarão.

 

Cuidados

Conforme o pediatra, os cuidados para evitar doenças respiratórias em crianças e adultos seguem os mesmo protocolos. “Estar com a vacinação em dia; ter boa alimentação; lavar as mãos com frequência e até mesmo fazer o uso do álcool em gel e permanecer em ambientes ventilados”, orienta Evandro.

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