O ex-secretário da Casa Civil de Santa Catarina Douglas Borba foi preso preventivamente no sábado na segunda fase da operação que investiga a compra de 200 respiradores pelo Estado, no valor de R$ 33 milhões. O advogado Leandro Barros, que atuou na compra, indicado por Borba, também foi preso preventivamente.
Em entrevista coletiva, o promotor de Justiça Maurício Medina, coordenador da força-tarefa realizada no fim de semana, afirmou que as prisões foram necessárias para a preservação de provas, “uma vez que havia indícios de que os investigados vinham destruindo provas, elementos importantíssimos para que todo esse conjunto de fatos fosse esclarecido”, explicou o promotor.
O ex-secretário e o advogado foram levados para a Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), onde ficarão detidos pelos próximos dias. A força-tarefa composta pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Polícia Civil (PCSC/Deic) cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva em Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.
Duas pessoas presas no RJ, também no sábado, serão trazidas para Santa Catarina. Ontem pela manhã, o empresário Fábio Deambrósio Guasti foi detido em Sorocaba. Ele também é suspeito de participar da compra milionária dos respiradores. Um sexto envolvido não havia sido localizado até a tarde de ontem.
Até agora, das 200 peças adquiridas, apenas 50 chegaram a Santa Catarina. O atual secretário de Saúde, André Motta Ribeiro, diz que eles não servem para tratar pacientes com covid-19 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e seriam apenas para uso em transporte em ambulâncias ou UTI aérea.
Em nota, o governo do Estado reitera seu apoio e colaboração com todas as investigações necessárias para apurar eventuais irregularidades no processo de compra dos respiradores.