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Dia da Consciência Negra: busca por direitos ainda é bandeira

19/11/2021 06:00

Neste sábado, comemora-se o Dia da Consciência Negra em todo o país. A data lembra a morte de Zumbi dos Palmares, um escravo que foi líder do Quilombo dos Palmares e lutou contra a escravidão no Brasil até morrer, em 1695.

Segundo o morador de Capivari de Baixo, Ademir Oliveira da Silva, passados três séculos da morte do líder, os negros ainda lutam pela busca de seus direitos.


Ademir conta que sua maior luta é garantir que os negros tenham consciência de seus direitos garantidos. “Quando demos início à Pastoral Afro-Brasileira Família, em Capivari de Baixo, nosso povo se sentia abandonado. Não tinham noção de que poderiam lutar por seu lugar. Foi assim que unimos forças e mostramos, dia a dia, que todos podem, sim, chegar onde almejam”, fala Ademir.


O coordenador da pastoral destaca que uma de suas maiores lutas, junto ao grupo, é que todos os membros possam ter ensino superior. “Juntamos ideias e ideais. As cotas raciais, como nas universidades, não é uma questão que nos menospreza. Pelo contrário, nos dá oportunidade de estudar e buscar uma vida melhor. É uma dívida que se tem com nosso povo ao longo dos anos”, diz Ademir.


Para ele, o Dia da Consciência Negra é uma data para se refletir. “Apenas queremos igualdade. Lutamos para isso todos os dias. Ainda sofremos preconceito pela nossa raça e cor. Por isso, não podemos parar com a nossa luta. Essa data é apenas um marco que deve se estender por todo o ano, em todos os momentos”, diz Ademir.


Debates lembram data em Tubarão

Em alusão ao Dia da Consciência Negra, que é comemorado neste sábado, será realizado o 2º Seminário Municipal de Direitos Humanos, Igualdade Racial, Mulheres e Enfrentamento de Gênero: Contextos e Desafios, em Tubarão.


Nesta sexta-feira, será executada pelo Mocnetu, em parceria com o Departamento de Direitos Humanos, Mulher e Igualdade Racial, da Fundação Municipal de Desenvolvimento Social (FMDS), uma série de diálogos sobre uma educação antirracista na academia e em instituições de ensino superior, ministrada pelo mestrando em educação Willian Pacheco, além da história afro-brasileira e relações étnico-raciais, envolvendo os desafios para o combate ao racismo, que será mediada pelo pedagogo Yago Vilela. O debate poderá ser assistido a partir das 19h30, no canal do YouTube do Mocnetu.


Já na próxima semana, no dia 24, a fundação promove um debate sobre o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. O evento ocorrerá das 14h às 17h e será realizado na sede da fundação.

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