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Dentistas devem entrar em greve na quarta-feira

Profissionais querem reajuste salarial, mas prefeito diz não ter como firmar compromisso

17/06/2019 06:00

Dentistas e auxiliares de consultórios, contratados pela prefeitura de Laguna, devem parar as atividades na próxima quarta-feira. Segundo os profissionais, que estão em estado de greve, a falta de reajuste dos salários será o principal motivo da paralisação.


Uma nota divulgada pelos profissionais afirma que o salário de um assistente de saúde bucal no município é equivalente a R$ 1.100, por exemplo. O valor é apontado por eles, ainda na nota, como muito abaixo do piso aplicado no setor privado.

“Muitas tentativas de acordo foram demandadas pelos dentistas e auxiliares, ao longo destes três últimos anos de gestão, porém nenhuma delas obteve êxito”, completa o documento divulgado pelos dentistas à população. Por isso, eles decidiram, “juridicamente respaldados pelo Sindicato dos odontologistas de SC”, que a greve terá início no dia 19 de junho.

A nota ressalta ainda que as orientações sobre atendimentos e agendamentos devam ser esclarecidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Os profissionais pedem à população desculpas “e um pedido de voto de confiança para que, dessa forma, rapidamente possamos voltar ao nosso atendimento normal”.

O que diz a Prefeitura

A nota dos dentistas da rede municipal de Laguna aponta ainda outras reivindicações da classe, como um maior número de cotas para exames solicitados, mais unidades de saúde com atendimento odontológico, menor rotatividade de dentistas nas unidades, melhores estruturas e valorização profissional.

Ontem, em entrevista ao DS, o prefeito de Laguna, Mauro Candemil, explicou que, por enquanto, não há expectativa para o reajuste salarial. “Não deixamos de dialogar com a classe, mas também não temos como firmar compromisso. Acabamos de enfrentar problemas no temporal da última semana de maio, que causou prejuízo de mais de R$ 5 milhões. Estamos honrando a folha de pagamento e acertando os salários em dia. Adiantamos 50% do décimo terceiro, e já houve aumento para quatro categorias (auxiliar de enfermagem, técnico em enfermagem, enfermeiro e guarda municipal). Se atendermos a todas as categorias, ficaremos sem caixa”, disse Mauro.

O prefeito ressaltou ainda que a Procuradoria Geral do Município vai avaliar a legitimidade da greve.

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