O advogado de Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, de 67 anos, que ficou conhecida como “Fátima, de Tubarão”, pretende pedir a revogação do seu mandado de prisão. Ela está na Penitenciária Sul de Criciúma e é defendida pelo advogado Henrique Falchetti, que também atua no caso de Camila Mendonça Marques, outra tubaronense que está presa por ter participado do ataque golpista em Brasília no dia 8 de janeiro.
Camila, no entanto, foi presa em flagrante. Fátima, por sua vez, foi detida apenas no dia 27 de janeiro, pela Operação Lesa Pátria, que investiga os ataques.
Embora seja idosa e tenha problemas de saúde, Fátima tem antecedentes criminais. Ela foi condenada por tráfico de drogas, em 2014, a três anos, dez meses e 20 dias de reclusão - a pena acabou substituída por medidas restritivas de direitos. O processo está em segredo de justiça.
Fátima também responde por falsificação de documento e estelionato, em ação movida pelo Ministério Público. A acusação diz que ela falsificou o documento de uma mulher em 2012 e realizou contratos de linhas telefônicas com a identidade falsa. O crime, conforme o texto, só veio à tona quando a vítima passou a ser cobrada pelos planos telefônicos.