A Fundação Municipal de Saúde (FMS) e os representantes dos órgãos de saúde de Tubarão orientam as pessoas que chegam de viagens internacionais e apresentam alguns sintomas, como febre, tosse ou falta de ar, a procurarem imediatamente o posto de saúde, para realizarem os exames e serem orientadas a ficar em isolamento domiciliar por até 14 dias. A providência se torna necessária diante do cenário epidemiológico mundial, como medida preventiva ao coronavírus.
Segundo o diretor-presidente da FMS, Daisson Trevisol, a intenção não é alardear uma situação hipotética, mas, sim, antecipar-se a um problema para que a prevenção seja eficaz, em caso de uma possível contaminação. “Queremos apenas orientar e prevenir um problema que pode vir a ocorrer. Não há nenhum caso na região, nem suspeito, mas já estamos nos antecipando ao problema, para que, caso venha a ocorrer algo, a situação seja tratada da maneira mais eficaz possível”, pontua.
Daisson diz que a fundação já se reuniu com a Regional de Saúde para que haja um trabalho em conjunto. Na próxima sexta-feira, será realizada uma capacitação voltada aos servidores municipais da área da saúde e à imprensa, com o infectologista Rogério Sobroza de Mello, sobre o coronavírus. A capacitação será na Arena Multiuso, das 13h30 às 16h.
Quem, ocasionalmente, voltou de viagem dos países onde já há contaminação, mesmo sem apresentar sintomas, está sendo orientado a um primeiro isolamento, já que o vírus possui alguns dias para manifestar os sintomas, o que pode bloquear possíveis transmissões. Os países são China, Alemanha, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Japão, Tailândia, Vietnã e Singapura.
Segundo a FMS, os passageiros que chegaram ao país nestes últimos 14 dias vindos de um dos países citados devem pedir para um familiar comparecer à unidade de saúde mais próxima, com um comprovante de viagem (passaporte), para receber um atestado médico de isolamento. Esse afastamento serve apenas para a pessoa que viajou; os familiares, durante esse período, devem ter o mínimo de convívio possível e praticar as orientações de prevenção.
Campanha de vacinação contra gripe será antecipada
O Ministério da Saúde vai antecipar a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza como estratégia de diminuir a quantidade de pessoas com gripe neste inverno. O início da campanha está previsto para o dia 23 de março, e não mais na segunda quinzena de abril.
Primeiro, devem ser vacinadas gestantes, crianças até seis anos, mulheres até 45 dias após o parto e idosos, historicamente mais vulneráveis à doença, que pode levar até a morte.
A antecipação da campanha de vacinação foi possível por um esforço conjunto do Ministério da Saúde, do Instituto Butantan, produtor da vacina, e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), devido à atual situação de Emergência Internacional de Saúde Pública pelo coronavírus.
De acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, mesmo que a vacina não apresente eficácia contra o coronavírus, é uma forma de auxiliar os profissionais de saúde a descartarem as influenzas na triagem e acelerarem o diagnóstico para o coronavírus. “A campanha acontecerá em âmbito nacional, como as anteriores. Vamos começar por gestantes, crianças até seis anos, puérperas e idosos. Depois, incluiremos outras categorias. Dessa forma, espera-se que o vírus tenha menor propagação”, explicou o ministro.
Para a campanha, o Instituto Butantan produziu 75 milhões de doses, que previnem contra os três tipos de vírus de influenza que mais circularam no ano anterior. O ministro lembrou a importância de ampliar a cobertura vacinal, e destacou que a vacina é uma das medidas mais importantes para a prevenção de doenças. “As influenzas A e B são mais comuns que o coronavírus, e a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe diminui a situação endêmica dos vírus respiratórios no país, por isso é tão importante que as pessoas que fazem parte do público-alvo da campanha procurem uma unidade de saúde”, concluiu.