A vacinação é o principal meio de prevenção da doença, que voltou a ocorrer
Uma doença que vem preocupando a população atualmente é a coqueluche. Problema que voltou a ocorrer, segundo as autoridades de saúde do país, por conta da diminuição da cobertura vacinal e à resistência da bactéria aos antibióticos.
A infectologista pediátrica do Complexo Médico Provida, em Tubarão, Raisa Cristina Moraes Cattaneo explica mais detalhes sobre a patologia.
“É uma doença respiratória transmissível, causada pela Bordetella pertussis. Bactéria que é repassada por gotículas eliminadas por tosse, espirro ou até mesmo ao falar, de pessoa infectada para outra, que se apresenta em três fases”, diz.
O primeiro estágio é catarral, que é semelhante a qualquer infecção viral das vias aéreas superiores, com tosse leve, coriza, espirros e febre baixa, com duração de uma a duas semanas. No estágio paroxístico, que compreende de duas a seis semanas, a criança tem ataques de tosse, que aumentam gradualmente, podendo levar a fazer esforço respiratório, engasgar, ficar cianótica e ter os lábios roxos, causados pela dificuldade de respiração.
“Fase esta que pode ocorrer o guincho respiratório e vômitos”, explica a médica.
No terceiro estágio ou fase de recuperação, que dura semanas ou até meses, os sintomas diminuem, mas o paciente continua a ter acessos de tosse esporádicos.
“A coqueluche acomete crianças menores de dez anos que geralmente não foram vacinadas. Quando elas estão imunizadas, quando se contaminam apresentam um quadro de menor gravidade.
A vacinação é importante, porque diminui o tempo de tosse e a possibilidade de maiores consequências à saúde. Adultos são suscetíveis às doença mesmo tendo sido vacinados na infância”, alerta Raisa.
Em caso suspeito, autoridades são notificadas
Para verificação dos sintomas e definição do tratamento, o paciente precisa ser avaliado pelo médico. Em casos de suspeitas de ter contraído coqueluche, é notificado às autoridades de vigilância em saúde do município.
“Ao apresentar disfunções respiratórias significativas, o tratamento geralmente é com indicação de antibióticos via oral, mas em situações de maior gravidade é necessário internação para melhora dos sintomas”, destaca.
A maioria dos pacientes consegue se recuperar da doença sem maiores complicações; em casos mais severos podem ocorrer sequelas, como hérnias abdominais.
Em crianças, especialmente bebês, o problema pode evoluir para infecções de ouvido, pneumonia, parada respiratória, desidratação, convulsão e até morte.
A vacinação é o principal meio de prevenção da coqueluche.