As melhorias e a concessão do Aeroporto Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, foram o tema de reunião entre empresários da região Sul do Estado com o chefe da Casa Civil, Estêner Soratto, na Acit.
O processo para ceder a estrutura à iniciativa privada precisará ser revisado. “Com a estrutura que existe hoje e com apenas dois voos diários, um estudo técnico apontou que não haveria empresas interessadas na concessão, e esse estudo apontou que investimentos terão que ser feitos no aeroporto para despertar esse interesse”, comentou Soratto.
Serão necessárias obras como o alargamento da pista de pouso e decolagem, bem como a reforma e ampliação do terminal. “O estudo realizado ainda no governo anterior e revisto pelo nosso mostrou que não há como fazer uma licitação para a concessão, pois, para que haja interesse de empresas, uma série de melhorias precisa ser realizada antes. Hoje o aeroporto tem um custo mensal de aproximadamente R$ 300 mil e rendimentos de cerca de R$ 40 mil, portanto, é inviável que alguém se interesse. Mas vamos em busca de recursos para as melhorias necessárias, que gira em torno de R$ 60 milhões, para só depois pensarmos na concessão para a iniciativa privada. Enquanto isso, o aeroporto permanece com o aporte do governo do Estado e administrado pela RDL”, explica o chefe da Casa Civil.
Estêner Soratto ainda acrescenta que já existe o projeto para o alargamento da pista - cuja obra está orçada em R$ 23 milhões -, e que permitirá pouso e decolagens de aeronaves de maior porte. Mas não há ainda projeto para melhorias no terminal e nem de mais voos. “Para o aeroporto tornar-se viável financeiramente seria necessário pelo menos o dobro de voos diários que tem hoje - passando de dois para quatro”, completa. “Mas reitero o grande interesse e foco do governador Jorginho Mello quanto às questões de portos, aeroportos e ferrovias. Tanto que será criada uma secretaria específica sobre isso, que deve ter como nome o de Beto Martins, que é da região, à frente da pasta”, revela. “Para tudo isso, não podemos precisar uma data para acontecer”, conclui.
“O aeroporto está diretamente ligado ao desenvolvimento econômico do Sul. A estrutura faz com que a região e o Estado cresçam”, declarou o presidente da Acit, Gean Carlo da Silva.