O trabalho realizado na Cidade Azul já foi exemplo em várias outras cidades e até outros estados
No Brasil, 2,3 milhões de crianças de até três anos de idade não frequentam creches por alguma dificuldade de acesso ao serviço. Isso significa que as famílias dessas crianças gostariam de matriculá-las, mas encontram dificuldades como a localização das escolas distantes de casa, ou mesmo a falta de vagas.
O percentual das famílias mais pobres que não conseguem vagas é quatro vezes maior do que o das famílias ricas. Os dados são do IBGE.
No entanto, na região, pelo menos dois municípios seguem na contramão destas estatísticas. Tubarão vem, desde 2019, com filas zeradas na educação infantil. São aproximadamente 6,5 mil crianças atendidas diariamente nos Centros de Educação Infantil, redes conveniadas (Lar da Menina, Aproet e Joanna de Ângelis) e escolas credenciadas – aquelas onde há compra de vagas para alunos da rede municipal de ensino.
Em Capivari de Baixo, segundo a secretária de Educação, Marinélia Bonelli Fernandes, o município trabalha diariamente para não deixar nenhuma criança sem vagas nas creches.
“Nossa fila oscila entre 10 e 15 crianças, algumas vezes, na espera, mas já zeramos esta fila algumas vezes também. É um trabalho diário, hoje (ontem) mesmo já conseguimos mais cinco vagas para as crianças. Também devemos ter concluídas até o final do mês as obras de mais duas salas de aula que utilizaremos para abrir mais vagas”, pontua.
Segundo a gerente de Educação de Tubarão, Adriana Mariano, Tubarão segue num trabalho contínuo para manter a fila zerada. O trabalho realizado na Cidade Azul já foi exemplo em várias outras cidades e até outros estados.
“A compra de vagas na rede particular de ensino e também a construção de mais salas de aula e a transformação em centros de educação infantil de duas grandes escolas estaduais (Mauá e Angélica Cabral), que foram repassadas ao município, são algumas das ações que fazem com que Tubarão não tenha hoje nenhuma criança fora da escola desde 2019”, comemora.