Nesta semana, a guarnição de Garopaba divulgou um alerta nas redes sociais
A grande quantidade de águas-vivas no litoral da região já vem chamando a atenção do Corpo de Bombeiros Militar (CBM).
No começo deste ano, durante o verão, as praias catarinenses registraram 16,675 mil ocorrências de queimaduras por água-viva em um mês e meio. Nesta semana, a guarnição de Garopaba divulgou um alerta nas redes sociais, informando sobre a chegada do calor e também desses animais na região.
“As águas-vivas são animais passivos, não atacam os humanos. As queimaduras provocadas por elas são ‘acidentes’. Em geral, os animais perdem as suas partes pelo mar (tentáculos) e, ao entrar em contato com a pele humana, causam dor imediata, que geralmente dura de dez a 30 minutos”, informa o CBM.
Por esse motivo, todo cuidado é necessário para que a estada na praia ocorra sem maiores problemas. Os bombeiros ressaltam que a água-viva na areia também queima e que é preciso evitar o contato. “O ideal é enterrá-la numa boa profundidade para evitar acidentes”, aponta o órgão.
“Água doce piora a situação e pode contaminar o tecido humano com bactérias, além de incrementar a quantidade de toxinas. Pessoas alérgicas à toxina podem ter quadros de tontura a enjoo. Nesses casos, atendimento médico deve ser procurado. Se for possível, use vinagre no ferimento. É o produto mais indicado para diminuir o efeito do veneno na pele e atenuar a dor. Faça compressas por 30 minutos, com vinagre puro”, alertam os bombeiros.
Caso a área queimada for muito grande, a dor for intensa ou houver sinais de alergia, o ideal é pedir socorro aos guarda-vidas ou pelo 193.