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Aumenta a procura por pescados

14/04/2022 06:00

A chegada da Semana Santa elevou a procura por pescados. A demanda nesta época do ano é alta e muito esperada por quem trabalha no setor.


De acordo com Lougans Duarte, proprietário do Rei dos Pescados, em Tubarão, esta semana, em virtude da Sexta-Feira Santa, quando tradicionalmente não se come carne vermelha, a procura está ainda maior. Ontem, clientes já começaram a chegar para buscar os produtos que mais lhe agradam.


“Estou com uma expectativa boa para este ano, muito melhor do que no ano passado, inclusive. Hoje as vendas já começaram a se intensificar”, conta. “O salmão lidera a lista dos pescados mais procurados, seguido pela tilápia, camarão, marisco e os outros peixes, como tainha e linguado”, completa.


Para facilitar para o consumidor, Lougans diz que terá horário especial de atendimento. Hoje, das 8h às 19h30, e na sexta-feira, feriado, das 8h às 15h. No sábado, o horário será normal, das 9h ao meio-dia.


Na Quaresma, a produção de pescados aumenta em torno de 40%, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura. Mas é nesta semana que a procura cresce ainda mais. Não tão acostumado com esta proteína – o brasileiro come por ano aproximadamente dez quilos de peixe, e o recomendado pela OMS são 20 quilos.


Cidasc alerta sobre necessidade de cuidados na compra

A compra de pescados na Semana Santa é uma tradição antiga, mas é bom ficar atento a alguns cuidados básicos que garantam a compra de produtos com qualidade, procedência e seguros ao consumo. Quem alerta é a médica veterinária Daisy Brodbeck Mendieta Cordeiro, responsável regional do Serviço de Inspeção Estadual do Departamento Regional da Cidasc.


Santa Catarina destaca-se nacionalmente como um dos maiores produtores de pescado, possuindo um grande complexo industrial pesqueiro e uma expressiva frota de embarcações. No Estado, a atividade é realizada tanto de forma artesanal como industrial.


A veterinária explica que o pescado é um produto altamente perecível, requerendo uma série de normas específicas e cuidados adicionais durante seu transporte, beneficiamento e armazenamento, de forma a garantir sua inocuidade e qualidade. Por força de lei, visando resguardar a segurança do alimento e a saúde do consumidor, o produto pescado não pode ser destinado à venda direta ao consumidor sem que haja prévia fiscalização e inspeção, sob o ponto de vista industrial e sanitário.


A compra desses produtos deve ser feita de maneira cuidadosa para que sejam evitados problemas relacionados à intoxicação alimentar, entre outros. “A primeira dica é observar o local de venda. O estabelecimento deve ter alvará sanitário, precisa ser limpo e organizado. Os produtos devem estar em balcões refrigerados fechados e em temperatura adequada”, explica.

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