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Ato heroico nas águas do Rio Tubarão

Cardiologista Felippe Fernandes relembra como ele e um grupo de pessoas se arriscaram para salvar uma mulher

04/01/2024 06:00|Atualizada em 04/01/2024 16:20|Por Micheline Zim - [email protected]
jrschmittfotografia/DS

Um ato heroico de um médico cardiologista e de um grupo de pessoas presentes às margens do Rio Tubarão na noite de terça-feira salvou a vida de uma mulher que havia caído da ponte Dilney Chaves Cabral, no Centro da cidade. E também emocionou a todos que presenciaram a cena.

Segundo conta o cardiologista Felippe Fernandes Nascimento, de Tubarão, ele estava saindo da academia quando encontrou algumas pessoas correndo em direção ao rio e olhando para as águas. “Percebi que estavam desesperados e perguntei o que estava acontecendo. Foi aí que me disseram que uma menina havia caído da ponte. Então fui olhar e realmente a vi boiando”, lembra.

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Ele disse que relataram que uma outra pessoa já tinha entrado no rio, mas não conseguiu segurá-la, pois a corrente estava muito forte. “Foi aí que deixei minhas coisas no carro, desci o barranco e acabei pulando. Pedi que as pessoas iluminassem o local para que eu pudesse vê-la, elas começaram a me guiar na direção certa e acabei conseguindo segurá-la. Coloquei a cabeça dela para fora da água, percebi que ainda tinha pulso, mas não estava respondendo. Ali mesmo tentei fazer algumas manobras para que ela conseguisse expelir a água, mas sem sucesso, e tentei vencer a corrente, que estava muito forte. Não conseguiria sair sozinho com ela, então mantive a calma e tentei ficar no mesmo lugar, para não deixar a correnteza nos levar”, conta Felippe.

“Foi então que o Lucas, outro anjo que veio nos acudir, conseguiu chegar ao local e, em dois, conseguimos puxar a menina para o canto, segurar em um tronco, até que um pessoal que estava próximo chegasse, e também o Corpo de Bombeiros e a polícia”, relata.

Foi então que, em um trabalho excepcional e em grupo, como enfatiza o médico, “nós conseguimos retirá-la. O caminho estava bem difícil, com muitos galhos, demoramos um pouco até acharmos um trajeto melhor. Mas o pessoal todo tempo se ajudando. Então, quando chegamos em cima, a colocamos na viatura da polícia para fazer a transferência para o hospital o mais rápido possível. Foi um trabalho em conjunto, de todos os que estavam lá”, completa o cardiologista.

Até o fechamento desta edição, a mulher estava internada na UTI.


Emoção que perdura

O cardiologista Felippe Fernandes Nascimento diz que depois que chegou em casa ficou acordado até as 3h devido à adrenalina. “Foi a primeira vez que algo assim me aconteceu. No começo pareceu algo simples, dia a dia do hospital, mas depois me toquei da situação”, lembra o médico, que atua no Provida e na Esplêndice/Multmed Cardio. “Sinceramente eu sinto que não fiz nada a mais que qualquer um na minha posição faria, como pessoa e médico - que sabe nadar, claro. O verdadeiro herói foi aquele que se jogou no rio sozinho, sem saber se viriam outros para ajudar. Ele me deu um algo a mais para entrar ali. O resto foi consequência, trabalho em equipe”, enfatiza Felippe.

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