Valmiré Rocha e Carlos Rocha
Pesquisadores e escritores
A data de hoje, 26 de setembro, tem especialíssimo significado para a cidade de Tubarão e para os catarinenses. Nesta data nasceu Willy Zumblick, ilustre filho desta terra. No dia de hoje, há 106 anos, veio ao mundo o filho de um imigrante alemão e de uma moça da cidade, que, desenvolvendo o talento com que o Altíssimo o dotou, tornou-se artista famoso, vindo a ser o mais importante artista catarinense do século XX.
Da sua cidade, Zumblick recebeu reconhecimento e muitas homenagens. Desde que deste mundo partiu para o “etéreo”, muitos foram os eventos promovidos para homenageá-lo e contribuir para que sua obra e sua história fique eternamente registrada. Nós mesmos, muito pesquisamos, escrevemos e publicamos sobre o genial artista. São muitas décadas de dedicação para o resgate e o registro da sua obra e a preservação de sua memória.
Ainda no ano de 2013, por ocasião das atividades comemorativas do centenário do seu nascimento, foi publicado, neste mesmo espaço do jornal Diário do Sul, um artigo sob o título “Uma Estátua para Zumblick”. Na época, propusemos à comunidade tubaronense a homenagem com uma estátua que o eternizasse: “erigida bem ali, perto de sua relojoaria, no largo da antiga prefeitura”.
Estávamos, então, resgatando iniciativa do jornalista Volnei Martins Bez em frente iniciada em 1993. Nesta época, ao tomar conhecimento, Willy Zumblick imediatamente reagiu: “não querendo ser deselegante, nem tampouco mal-educado, abdico dessa honraria, principalmente por não merecê-la. Depois que os anjos e arcanjos me convocarem para incorporar o batalhão lá nas alturas, em outras planícies, que julgarem meus méritos... por certo, ficarão decepcionados”. Palavras que comprovam a humildade do nobre pintor. Os seus méritos, entretanto, são infindáveis.
Agora, na oportunidade em que a municipalidade está por reabrir ao público a Casa da Cidade e projeta revitalizar a praça Pery Camisão, movimentamos-nos neste espaço no sentido de ressuscitar a iniciativa e para, novamente, propor que as homenagens a Zumblick se materializem em bronze que o imortalizará em praça pública. Uma estátua do tipo e modelo que represente o artista em sua atividade mais destacada, a de pintor, bem ali, no largo da Casa da Cidade, um espaço que tanto gostava.
Em 1993, em sua modéstia, Zumblick alegou “não merecer” a homenagem. Delegou-a à posteridade. Willy Zumblick constitui-se em parte da história de Tubarão, tendo deixado a nós e às gerações futuras um tesouro artístico cultural e o exemplo de cidadão e de cidadania. Essa posteridade ainda somos nós e a oportunidade apresenta-se agora. Seus méritos são indiscutíveis. Portanto, reiteramos: Tubarão pede, ali, bem no Centro da cidade, uma estátua para Zumblick.