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Amor celebrado durante toda a vida

12/06/2023 06:00

Era década de 80. Em Tubarão, a programação entre os adolescentes e os quase adultos era ir na pracinha (a Praça 7) e no cinema aos domingos. Também havia festas nos clubes. Os verões eram passados geralmente em Laguna, onde quase todo mundo se encontrava.


Nesse cenário naquele tempo, Daniella Botega, com 14 anos, chamou a atenção de um jovem guitarrista da banda Tubarão (a mais badalada da região), Idalino Fretta Neto, de 20 anos. Mal sabiam eles que o destino estava traçado e hoje, 36 anos depois, eles continuam juntos e felizes. O namoro de adolescência virou casamento e foi formada uma linda família. É essa história que marca hoje o Dia dos Namorados.  


Daniella conta que foi num show da banda ainda em 1986, no Calçadão de Laguna (que hoje não existe mais), que viu Ida (como é chamado) pela primeira vez. “Eu o vi tocando guitarra e achei um charme. Ele me diz até hoje que já tinha me notado muito antes desse dia. Mas ficamos nesta troca de olhares e quase nada de conversa durante praticamente um ano. Fazíamos academia no mesmo local, mas só nos cumprimentávamos, até porque ele sempre foi muito quieto, reservado, tímido mesmo”, lembra.


Um ano se passou e, um dia, a mãe de Ida foi até a loja da mãe de Daniella (as duas se conheciam) falar que o filho a achava muito linda. “Então, no meu aniversário de 15 anos, em outubro de 1987, o convidei para a festa. Ele foi, mas o máximo que aconteceu foi receber os parabéns”, conta.


Em dezembro, como de costume, todos foram para Laguna. Naquele Réveillon, então, teve a primeira conversa mais demorada, o primeiro beijo e, enfim, o início do namoro. E ali estava sendo construído um relacionamento cheio de amor, respeito e cumplicidade, que resistiu até a distância. Em 1992, Daniella foi morar em Florianópolis para fazer faculdade, onde passou cinco anos. Os encontros eram só nos fins de semana.


Quando voltou, em 1997, o namoro já durava quase dez anos. “Temos personalidades diferentes, mas gostamos de coisas muito iguais. Eu sou emoção e ele, a razão”, revela.


Também em 1997 veio o noivado e, no mesmo ano, o casamento. Sete anos depois, nasceu a filha do casal, Valentina, que traduz todo o relacionamento deles.


“Quisemos aproveitar bem nosso tempo de casados, só nós dois. Até decidirmos termos um bebê, que veio completar nossa felicidade. Hoje continuamos com planos, sonhos e acrescentamos a eles os desejos relacionados à vida de nossa filha. Também passamos a ela nossos valores, principalmente familiares. Não há como fazer comparativos nas relações, cada uma é única, mas considero que em todas o respeito, a cumplicidade e, acima de tudo, o amor, devem prevalecer”, ensina.

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