A Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC), divulgou uma nota de alerta sobre a febre amarela. No documento, a diretoria pede que os profissionais de saúde fiquem atentos aos casos suspeitos da doença, orienta sobre a importância da vacinação e da notificação da morte ou adoecimento dos primatas.
De acordo com a supervisora da Regional de Saúde de Tubarão, Maria Cristina Corrêa Clemente, foi recomendado que os municípios de Imaruí, Laguna, Pedras Grandes e Treze de Maio realizem ações de intensificação, visto que são os municípios com menor cobertura, no intuito de darmos continuidade às ações de prevenção e controle da doença”, ressalta.
A febre amarela é uma doença grave, transmitida por mosquitos em áreas silvestres e próximas de matas. A única forma de se proteger é através da vacinação. No Estado, até o momento, a cobertura vacinal está em 84%. O ideal é o Estado imunizar, ao menos, 95% da população dentro do público-alvo. Na região, a cobertura vacinal não é considerada ruim, mas ainda não alcançou a meta preconizada. Das 298.925 pessoas consideradas público-alvo da vacina, foram aplicadas 205.588 doses. “Poderia estar bem melhor. Não atingimos a meta, e a população precisa se conscientizar sobre a necessidade da vacinação”, pontua Maria Cristina.
“Em 2019, Santa Catarina registrou a expansão da febre amarela em seu território, com a confirmação de dois óbitos humanos e seis primatas acometidos pela doença. É fundamental a manutenção das ações de controle da doença, especialmente a vacinação das pessoas, já que estamos no período sazonal”, alerta João Fuck, gerente de Zoonoses da Dive/SC.
Medida preventiva
A medida ocorre depois de Santa Catarina registrar, nos primeiros 20 dias de 2020, 64 mortes de macacos com suspeita de febre amarela. Os óbitos estão em análise. As notificações estão concentradas nas regiões do Planalto Norte e Médio Vale do Itajaí. É bom destacar, segundo a Dive, que o macaco não é transmissor da doença.