Bom dia, boa tarde, boa noite, conforme a ocasião.
Sem dúvidas a notícia mais comentada deste início de ano é a prisão/sequestro do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Entre favoráveis e contrários, críticas e elogios, celebrações e surpresas, o assunto está rendendo, da imprensa internacional, ao grupo da família no WhatsApp.
Com tantas falas sobre prisão, punição, disciplina, podemos invocar o filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham, que em 1785 criou o conceito “Panóptico”, que designava uma penitenciária ideal, concebida por ele, que tinha uma torre central que permitia a um único vigilante observar todos os prisioneiros, sem que estes soubessem se eram ou não vigiados. O truque da prisão de Bentham não era a força, era a dúvida. Como ninguém sabia se estava sendo observado, todo mundo se comportava.
Quase 200 anos depois da ideia original, o filósofo francês Paul-Michel Foucault trouxe para sua obra “Vigiar e Punir” o conceito de que o mundo inteiro estava virando um grande panóptico. Escola, quartel, fábrica, hospital, governo. Não é preciso algema quando a pessoa aprende a se vigiar sozinha. Para Foucault, o poder mais eficiente é aquele que faz o sujeito obedecer achando que escolheu obedecer.
Ditadores costumam viver como donos da torre central do projeto de Jeremy Bentham. Vigiam a imprensa, perseguem opositores, controlam palavras, moldam pensamentos, matam. Acham que tudo gira ao redor deles. Mas o panóptico tem dessas: quem controla demais acaba prisioneiro do próprio sistema. Não dorme, desconfia de todos, vê inimigo em cada sombra. A cela vai ficando invisível, mas apertada.
O panóptico de hoje em dia anda no bolso, pisca na tela, conta curtidas, mede silêncio, espalha medo. E, cá pra nós, as prisões mais eficientes são as que a gente nem chama de prisão.
A maior lição não é sobre quem foi preso, foi sequestrado, foi punido. A maior lição é sobre liberdade. Porque a liberdade não começa quando o outro cai, começa quando a gente percebe as torres invisíveis ao redor e decide, nem que seja aos poucos, não viver com medo do olhar alheio. E isso, nenhuma grade consegue segurar.
Sobre semente...
“Ensinarás a voar. Mas não voarão o teu voo. Ensinarás a sonhar. Mas não sonharão o teu sonho. Ensinarás a viver. Mas não viverão a tua vida. Ensinarás a cantar. Mas não cantarão a tua canção. Ensinarás a pensar. Mas não pensarão como tu. Porém, saberás que cada vez que voam, sonham, vivem, cantam e pensam, estará a semente do caminho ensinado e aprendido”. Madre Teresa de Calcutá
Energia
Se um gato sempre cai de pé e um pão com manteiga sempre cai com a manteiga para baixo, é só fixar um pão com a manteiga para cima, nas costas de um gato de pé. Depois jogar o gato de uma certa altura. A combinação gato-pão, pela lógica, ficará girando em rotação, infinitamente, sem tocar no chão. Daí é só engatar o gato-pão em um gerador e tem-se energia elétrica por muito tempo.
Papo de bar
- O senhor aceita uma bebida?
- Sim, aceito.
- Nós temos uísque, vodka, vinho, cerveja, chope e uma cachacinha da boa.
- Pode ser nesta ordem, sim.
Academia
O sedentarismo está me fazendo mal, preciso de exercícios e perder peso, urgentemente. Alguém aí conhece uma boa academia? Mas tem que ser uma que busque a gente em casa, à força...
Bodas
Dr. Charles Simões e Saray Battistella celebrando mais um aniversário de vida a dois. Parabéns, casal!
Loco
Meu amigo Luiz Nascimento, pronto para um ano de muito sucesso da Vidraçaria União, celebrando aniversário. Parabéns, meu querido!
Laguna
Prefeito Preto Crippa, de Laguna, com o qual bati um papo na Praia do Mar Grosso — que ele frequenta bastante, inclusive pegando onda quando o mar está bom —, falou-me do bom momento que vive a cidade. Segundo o prefeito, além das manutenções e obras realizadas, 2025 foi o ano dos projetos, muitos dos quais começam a dar frutos já em 2026. Ele aposta em alguns fatores importantes para o desenvolvimento da cidade, como a implantação do curso de Medicina da Udesc, o Complexo Eólico Nova Laguna e a força de sua equipe na concepção de outros projetos. Está animado.
Frase solta, que deveria estar presa:
“Graça é receber o que não merecemos. Misericórdia é ser poupado do que merecemos.”