16 DE JULHO DE 2024
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PEDRO HERMÍNIO

19/06/2024 06:00

Equilíbrio tributário

As demandas econômicas e sociais caminham numa velocidade que deixa governantes de cabelo em pé. Ao iniciar o mandato, as promessas de campanha são catalogadas para um segundo momento. Baixada a poeira, o jeito é tirar do papel e colocar em prática. A reclamação não vem só da sociedade, mas dos correligionários, os primeiros a sitiarem o comandante. E contra a parede, difícil conter o exército partidário, que passa a ditar as regras. Se de um lado empresários, alguns inescrupulosos, querendo usufruir de benefícios com seus efeitos expirados, do outro, políticos a sustentarem a necessidade de se abrir mão de receita com o intuito de trazer investimentos, não prioritários. A equação não fecha. Tem início, mas quase sempre não tem fim. O Planalto, carente de receita, tenta frear a escalada de benefícios. Encurralado, fica sem o aceite, prejudicando a governabilidade. Enquanto se abre o peito cantando e defendendo a nação, a torcida não pode ser diferente. Esperança de que a responsabilidade do consenso caminhe em prol de uma reforma tributária equilibrada.

Mente sã...

Reza um dito popular: “mente vazia, oficina do diabo”. Enquanto se está em atividade, não sobra tempo para arquitetar bobagens. A ocupação é fruto de vida dinâmica, independentemente da ocasião. E para que se tenha resultados satisfatórios requer a “máquina” (corpo, mente e espírito) azeitada. Essa sincronia precisa de manutenção que, em maior ou menor grau, deve ser constante. Atento a seus pares, o Sindifisco promove hoje o workshop “Equilíbrio Financeiro e Saúde Mental: Uma Jornada de Autoconhecimento”. Entre os objetivos: a compreensão do impacto das questões financeiras na saúde mental, a análise de padrões comportamentais e o emprego de ferramentas que promovem o autocontrole e direcionam para o bem-estar financeiro. Ministra o encontro a doutora em Finanças Comportamentais Jéssica Campara. Da citação latina... corpo são.

Fundo sem fundo

No auge da catástrofe ocorrida no estado gaúcho e em razão das necessidades de recursos para atender as demandas que se multiplicam a cada entulho retirado, alguns parlamentares aventaram a canalização dos valores provenientes dos fundos eleitorais e partidários. A maioria sequer sinalizou, pois abrir mão de montantes carimbados e comprometidos só em história da carochinha. Recentes manchetes policiais divulgaram organização criminosa responsável pelo desvio de quantias milionárias desses mesmos fundos. A ponta do iceberg, caso sigam as investigações. Lembrando que são importâncias/receitas dos impostos pagos pela sociedade. Fundo, que de eleitoral, na realidade, pouco tem. Razão da operação ser batizada de “Fundo do Poço”.

Registro

Agradecimento ao colega e auditor fiscal Augusto Bernardo Cecílio, do Amazonas, parabenizando a coluna por insistir na tarefa de levar conhecimento e informações ao público, trabalho essencial à sociedade brasileira.

Refletindo:
“Educação é investimento com retorno garantido”. Uma ótima semana!

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