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MATHEUS MADEIRA

24/07/2026 06:00

O adeus do Tio Pato

Ter sido prefeito de Tubarão foi um grande orgulho de Olavio Falchetti, que nos deixou na quinta-feira, aos 76 anos. Ele nem se esforçava para disfarçar ou fazer tipo: tudo na atividade que exerceu entre 2013 e 2016 o encantava. De fiscalizar obras a receber sugestões dos eleitores diretamente nos bares da cidade – que ele peculiarmente chamava de “currutelas”. Mas seu olho brilhava mesmo quando era chamado de “Tio Pato” – o personagem que encarnava para animar as crianças da Joanna de Angelis, a fundação educacional que ajudou a criar junto com a esposa, Jane, para oferecer acolhimento e educação a crianças em situação de vulnerabilidade social. O sorriso brotava fácil quando era chamado assim por um jornalista que o entrevistava ou por um engenheiro que coordenava a obra que ele ia fiscalizar. Era uma espécie de código para apontar que ali estava uma vida salva pela sua teimosia em instalar um projeto social tão ousado e revolucionário, há mais de 30 anos. Uma infinidade de sobrinhos fica órfã do Tio Pato nesse momento. Mas a obra permanece: tantos mais terão suas realidades transformadas em um ideal que há de atravessar a vida terrena, que tem seu ponto final.

Despedida de Chico
O médium Chico Xavier morreu em 30 de junho de 2002, aos 92 anos. O mesmo dia em que o Brasil conquistou o pentacampeonato ao vencer a Alemanha por 2 a 0, no Japão. Seu filho Eurípedes Higino declarou que ele queria se despedir num dia de alegria, o que acabou se realizando.

Despedida de Olavio
O fato é que Olavio nos deixou um dia depois de uma conquista com a qual ele próprio sonhava: a volta do Hercílio Luz à elite do Campeonato Catarinense com o título da Série B. Foi na quarta-feira que o Leão do Sul sacramentou a conquista ao empatar em 0 a 0 com o Caravaggio, no Estádio Anibal Costa. Essa é para quem não acredita em coincidências.

Campeão
O jogo de quarta-feira talvez tenha sido o único da campanha colorada sem a presença de Olavio. Sem a presença física, porque seu espírito divertido e contagiante podia ser percebido na arquibancada. Por que não usar a inteligência artificial para dar a ele a faixa de campeão junto ao clube que tanto amou?

Diário do Sul
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